Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
PROCESSUAL CIVIL. NA ORIGEM. APELAÇÃO CÍVEL . AÇÃO CIVIL PÚBLICA. REMESSA CONHECIDA DE OFÍCIO ? DANO AMBIENTAL. PRELIMINAR DE CERCEAMENTO DE DEFESA REJEITADA. MÉRITO. USO INDEVIDO DE PROPRIEDADE SITUADA EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. DANOS AMBIENTAIS NÃO CONFIGURADOS. ÁREA CONSOLIDADA E DE BAIXO IMPACTO. DEFINIÇÃO PELO CONSELHO ESTADUAL DE CONTROLE AMBIENTALCECA NA DELIBERAÇÃO NORMATIVA N 26 DE 17 DE DEZEMBRO DE 2019 (INC XV ART 1) . ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL MANTIDA. CONSTATAÇÃO NO LAUDO JUNTADO PELO APELADO E SEM IMPUGNAÇÃO DO EX ADVERSO. PRADA DESNECESSÁRIO . DANO AMBIENTAL INEXISTENTE. REPARAÇÃO E INDENIZAÇÃO INDEVIDAS. REMESSA E…
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. NA ORIGEM. APELAÇÃO CÍVEL . AÇÃO CIVIL PÚBLICA.
REMESSA CONHECIDA DE OFÍCIO ? DANO AMBIENTAL. PRELIMINAR DE
CERCEAMENTO DE DEFESA REJEITADA. MÉRITO. USO INDEVIDO DE PROPRIEDADE
SITUADA EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. DANOS AMBIENTAIS NÃO
CONFIGURADOS. ÁREA CONSOLIDADA E DE BAIXO IMPACTO. DEFINIÇÃO PELO
CONSELHO ESTADUAL DE CONTROLE AMBIENTALCECA NA DELIBERAÇÃO NORMATIVA
N 26 DE 17 DE DEZEMBRO DE 2019 (INC XV ART 1) . ÁREA DE PRESERVAÇÃO
AMBIENTAL MANTIDA. CONSTATAÇÃO NO LAUDO JUNTADO PELO APELADO E SEM
IMPUGNAÇÃO DO EX ADVERSO. PRADA DESNECESSÁRIO . DANO AMBIENTAL
INEXISTENTE. REPARAÇÃO E INDENIZAÇÃO INDEVIDAS. REMESSA E RECURSO
VOLUNTÁRIO DESPROVIDOS. NESTA CORTE NÃO SE CONHECEU DO RECURSO.
AGRAVO INTERNO. ANÁLISE DAS ALEGAÇÕES. MANUTENÇÃO DA DECISÃO
RECORRIDA QUE NÃO CONHECEU DO RECURSO AINDA QUE POR OUTROS
FUNDAMENTOS.
I - Trata-se de agravo interno interposto contra decisão que não
conheceu do recurso especial diante da incidência de óbices ao seu
conhecimento. Na petição de agravo interno, a parte agravante repisa
as alegações que foram objeto de análise na decisão recorrida.
II - Evidencia-se a deficiência na fundamentação recursal quando o
recorrente não indica qual dispositivo de lei federal teria sido
violado, bem como não desenvolve argumentação, a fim de demonstrar
em que consiste a ofensa aos dispositivos tidos por violados. A via
estreita do recurso especial exige a demonstração inequívoca da
ofensa ao dispositivo mencionado nas razões do recurso, bem como a
sua particularização, a fim de possibilitar exame em conjunto com o
decidido nos autos, sendo certo que a falta de indicação dos
dispositivos infraconstitucionais tidos como violados caracteriza
deficiência de fundamentação, fazendo incidir, por analogia, o
disposto no enunciado n. 284 da Súmula do STF: "É inadmissível o
recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação
não permitir a exata compreensão da controvérsia."
III - Ainda que superado o óbice, a Corte de origem analisou a
controvérsia principal dos autos levando em consideração os fatos e
provas relacionados à matéria. Assim, para se chegar à conclusão
diversa, seria necessário o reexame fático-probatório, o que é
vedado pelo enunciado n. 7 da Súmula do STJ, segundo o qual "A
pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso especial".
IV - Ademais, os demais dispositivos legais mencionados pela parte
recorrente na petição de recurso especial não foram objeto de
análise na Corte de origem. Tampouco o conteúdo foi objeto no
acórdão proferido na Corte de origem. Assim, não é possível o
conhecimento do recurso especial diante da falta de
prequestionamento da matéria. Para que o art. 1.025 do CPC/2015
seja aplicado, e permita-se o conhecimento das alegações da parte
recorrente, é necessário não só que haja a oposição dos embargos de
declaração na Corte de origem (e. 211/STJ) e indicação de violação
do art. 1.022 do CPC/2015, no recurso especial (REsp 1.764.914/SP,
relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em
8/11/2018, DJe 23/11/2018). A matéria deve ser: i) alegada nos
embargos de declaração opostos (AgInt no REsp 1.443.520/RS, relator
Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em
1º/4/2019, DJe 10/4/2019); ii) devolvida a julgamento ao Tribunal a
quo (AgRg no REsp n. 1.459.940/SP, relatora Ministra Assusete
Magalhães, Segunda Turma, julgado em 24/5/2016, DJe 2/6/2016) e;
iii) relevante e pertinente com a matéria (AgInt no AREsp
1.433.961/SP, relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Tur
ma, julgado em 17/9/2019, DJe 24/9/2019.).
V - Ademais, a verificação de validade de lei local em face de lei
federal denota natureza constitucional da controvérsia. Tal
apreciação, na instância excepcional, não compete ao STJ, mas ao
STF, por meio de Recurso Extraordinário (art. 102, III, alínea "d",
da CF/1988), o que implica na incidência do enunciado n. 126 da
Súmula do STJ: "é inadmissível recurso especial, quando o acórdão
recorrido assenta em fundamentos constitucional e
infraconstitucional, qualquer deles suficiente, por si só, para
mantê-lo, e a parte vencida não manifesta recurso extraordinário".
VI - Agravo interno improvido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 06/06/2023 a 12/06/2023,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques e Assusete
Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.