STJ — 2112885
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 457088e26930c8ba242fe3aa8a42cb444829e885e2dced795946e241cf7a8b62
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Ementa
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. AÇÃO MOVIDA CONTRA OPERADORA DE
SAÚDE. CONFIGURADOS DANO MORAL E ESTÉTICO. VALOR FIXADO.
RAZOABILIDADE. PRETENSÃO DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 7/STJ.
DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. ANÁLISE PREJUDICADA.
1. Da leitura do acórdão recorrido, verifica-se que o Tribunal de
origem, com base no conjunto probatório do autos, entendeu que ficou
configurado dano moral e estético no caso dos autos, e que o valor
foi fixado em observância aos critérios de razoabilidade e
proporcionalidade.
2. Logo, rever tal entendimento, a ensejar novo juízo acerca de
fatos e provas, conforme pretendido, implicaria o reexame de matéria
fática. Incide no caso a Súmula n. 7 do STJ, segundo a qual "a
pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial".
3. A necessidade de reexame de matéria fática torna prejudicado o
exame da divergência jurisprudencial, considerando a inevitável
ausência de similitude fática entre acórdãos.
Agravo interno improvido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 02/04/2024 a 08/04/2024,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Ricardo Villas Bôas Cueva, Marco
Aurélio Bellizze e Moura Ribeiro votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.