STJ — 210167

Classe: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUSOrgao: QUINTA TURMARelator: CARLOS CINI MARCHIONATTI (DESEMBARGADOR CONVOCADO TJRS)Data Julgamento: 2025-04-09Data Publicacao: 2025-04-15

Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 65162e76233f39eb3ebb5803915f7778acbcf43b98d49fe1f826e522b39a6d72

Registro público original completo (JSON)

Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ

Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a recurso ordinário em habeas corpus, no qual se pleiteia o trancamento de ação penal por falta de justa causa, em caso de homicídio qualificado em coautoria. 2. A recorrente é acusada de coautoria no homicídio qualificado do próprio companheiro, com alegação de que teria permitido a entrada do executor na residência enquanto a vítima dormia. 3. O Tribunal de origem concluiu pela presença de justa causa para a ação penal, com base em elementos informativos do inquérito policial e depoimentos de testemunhas.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

4. A questão em discussão consiste em saber se há justa causa para o prosseguimento da ação penal, considerando a alegação de ausência de indícios suficientes de autoria por parte da recorrente. 5. A defesa argumenta que as palavras da acusada não demonstram conivência ou participação no ato, mas sim um apelo instintivo pelo cessar da violência.

III. RAZÕES DE DECIDIR

6. O trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é medida excepcional, justificada apenas quando há inequívoca falta de lastro probatório ou atipicidade da conduta, o que não se verifica no caso. 7. A denúncia descreve satisfatoriamente a conduta criminosa imputada à acusada, com demonstração de lastro probatório mínimo a sustentar a acusação. 8. A análise aprofundada das provas e a valoração do mérito devem ser realizadas pelo magistrado ao final da instrução processual, não cabendo na via estreita do habeas corpus. IV. RECURSO DESPROVIDO.

Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EM HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO QUALIFICADO. COAUTORIA. PRETENSÃO DE TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. IMPOSSIBILIDADE. EXISTÊNCIA DE JUSTA CAUSA. RECURSO DESPROVIDO. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão que negou provimento a recurso ordinário em habeas corpus, no qual se pleiteia o trancamento de ação penal por falta de justa causa, em caso de homicídio qualificado em coautoria. 2. A recorrente é acusada de coautoria no homicídio qualificado do próprio companheiro, com alegação de que teria permitido a entrada do executor na residência enquanto a vítima dormia. 3. O Tribunal de origem concluiu pela presença de justa causa para a ação penal, com base em elementos informativos do inquérito policial e depoimentos de testemunhas. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 4. A questão em discussão consiste em saber se há justa causa para o prosseguimento da ação penal, considerando a alegação de ausência de indícios suficientes de autoria por parte da recorrente. 5. A defesa argumenta que as palavras da acusada não demonstram conivência ou participação no ato, mas sim um apelo instintivo pelo cessar da violência. III. RAZÕES DE DECIDIR 6. O trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é medida excepcional, justificada apenas quando há inequívoca falta de lastro probatório ou atipicidade da conduta, o que não se verifica no caso. 7. A denúncia descreve satisfatoriamente a conduta criminosa imputada à acusada, com demonstração de lastro probatório mínimo a sustentar a acusação. 8. A análise aprofundada das provas e a valoração do mérito devem ser realizadas pelo magistrado ao final da instrução processual, não cabendo na via estreita do habeas corpus. IV. RECURSO DESPROVIDO.

Dispositivo transcrito

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 03/04/2025 a 09/04/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.