STJ — 205377

Classe: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUSOrgao: SEXTA TURMARelator: ANTONIO SALDANHA PALHEIROData Julgamento: 2025-05-28Data Publicacao: 2025-06-03

Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: efac4e686abeb98135ef554c5ecb794f157bd825920b9b14a43e02229ee7c4fa

Registro público original completo (JSON)

Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ

Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.

I. CASO EM EXAME

1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou provimento a recurso ordinário em habeas corpus, mantendo a decisão que autorizou a quebra de sigilo de dados telefônicos do recorrente, acusado de homicídio qualificado. 2. A decisão de quebra de sigilo foi fundamentada no aprofundamento das investigações, com base em depoimentos de testemunha protegida, e não apenas em denúncia anônima, visando elucidar os fatos e evitar a perda de dados relevantes.

II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO

3. A questão em discussão consiste em saber se a decisão que autorizou a quebra de sigilo de dados telefônicos do recorrente está devidamente fundamentada e se atende aos requisitos legais, não configurando constrangimento ilegal.

III. RAZÕES DE DECIDIR

4. A decisão de quebra de sigilo de dados telefônicos foi fundamentada em depoimentos de testemunha protegida, o que afasta a alegação de nulidade por basear-se exclusivamente em denúncia anônima. 5. A medida foi considerada imprescindível para o aprofundamento das investigações, diante do risco de perda de dados e do histórico do recorrente como integrante de organização criminosa. 6. A jurisprudência do STJ permite a utilização de denúncia anônima como ponto de partida para investigações, desde que corroborada por diligências preliminares que confirmem indícios de materialidade e autoria.

IV. DISPOSITIVO E TESE

7. Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: "1. A decisão de quebra de sigilo de dados telefônicos deve estar fundamentada em elementos concretos e idôneos, não se baseando exclusivamente em denúncia anônima. 2. A denúncia anônima pode ser utilizada como ponto de partida para investigações, desde que corroborada por diligências preliminares que confirmem indícios de materialidade e autoria". Dispositivos relevantes citados: Código Penal, art. 121, §2º, incisos II e IV. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no RHC 186.803/CE, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 05.03.2025.

Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.

Ementa

Direito processual penal. Agravo regimental. Quebra de sigilo de dados telefônicos. Fundamentação idônea. Agravo regimental desprovido. I. CASO EM EXAME 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou provimento a recurso ordinário em habeas corpus, mantendo a decisão que autorizou a quebra de sigilo de dados telefônicos do recorrente, acusado de homicídio qualificado. 2. A decisão de quebra de sigilo foi fundamentada no aprofundamento das investigações, com base em depoimentos de testemunha protegida, e não apenas em denúncia anônima, visando elucidar os fatos e evitar a perda de dados relevantes. II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO 3. A questão em discussão consiste em saber se a decisão que autorizou a quebra de sigilo de dados telefônicos do recorrente está devidamente fundamentada e se atende aos requisitos legais, não configurando constrangimento ilegal. III. RAZÕES DE DECIDIR 4. A decisão de quebra de sigilo de dados telefônicos foi fundamentada em depoimentos de testemunha protegida, o que afasta a alegação de nulidade por basear-se exclusivamente em denúncia anônima. 5. A medida foi considerada imprescindível para o aprofundamento das investigações, diante do risco de perda de dados e do histórico do recorrente como integrante de organização criminosa. 6. A jurisprudência do STJ permite a utilização de denúncia anônima como ponto de partida para investigações, desde que corroborada por diligências preliminares que confirmem indícios de materialidade e autoria. IV. DISPOSITIVO E TESE 7. Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: "1. A decisão de quebra de sigilo de dados telefônicos deve estar fundamentada em elementos concretos e idôneos, não se baseando exclusivamente em denúncia anônima. 2. A denúncia anônima pode ser utilizada como ponto de partida para investigações, desde que corroborada por diligências preliminares que confirmem indícios de materialidade e autoria". Dispositivos relevantes citados: Código Penal, art. 121, §2º, incisos II e IV. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no RHC 186.803/CE, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, julgado em 05.03.2025.

Dispositivo transcrito

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 22/05/2025 a 28/05/2025, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz e Otávio de Almeida Toledo (Desembargador Convocado do TJSP) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.

Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.