STJ — 2187971
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 673e39ea76b9eea7eba601081bf37c0b3ebc8eae4d4f15166691158d2d3282df
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Ementa
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. ATO ADMINISTRATIVO. SUPRESSÃO DE
RUBRICA. ATO CONCESSIVO DE APOSENTADORIA POSSUI NATUREZA JURÍDICA DE
ATO ADMINISTRATIVO COMPLEXO. PRAZO DECADENCIAL APENAS COMEÇA A
PARTIR DO REGISTRO NO TRIBUNAL DE CONTAS. AFASTAMENTO DA DECADÊNCIA.
ACÓRDÃO RECORRIDO EM DESCONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA
CORTE. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO
RECORRIDA.
I - Na origem, trata-se de ação ordinária objetivando a declaração
de nulidade do ato administrativo que determinou a exclusão da
rubrica "DECISÃO JUDICIAL TRANS JUG" (decorrente do índice de 26,
05/%). Na sentença o pedido foi julgado procedente. No Tribunal a
quo, a sentença foi mantida. Nesta Corte, o recurso especial foi
parcialmente provido. O valor da causa foi fixado em R$ 26.763,96
(vinte e seis mil setecentos e sessenta e três reais e noventa e
seis centavos).
II - A análise do acórdão recorrido, em conjunto com a sua decisão
integrativa, revela que o Tribunal de origem adotou fundamentação
necessária e suficiente à solução integral da controvérsia que lhe
foi devolvida.
III - Conclui-se, portanto, que o acórdão recorrido não padeceu de
nenhum vício capaz de ensejar a oposição de embargos de declaração.
IV - Em relação à questão de fundo, a jurisprudência desta Corte
Superior se firmou no sentido de que o ato concessivo de
aposentadoria tem natureza jurídica de ato administrativo complexo,
ou seja, somente se aperfeiçoa após o registro no Tribunal de
Contas, momento a partir do qual começa a fluir o prazo decadencial
de cinco anos do art. 54 da Lei n. 9.784/1999.
V - Assim, o entendimento adotado no acórdão recorrido destoa da
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
VI - Correta a decisão que deu parcial provimento ao recurso
especial, afastando a decadência e devolvendo os autos ao Tribunal
de origem.
VII - Agravo interno improvido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 12/06/2025 a 18/06/2025,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Maria Thereza de Assis Moura, Marco Aurélio
Bellizze, Teodoro Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr.
Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela.