STJ — 223811
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Ementa
PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS
CORPUS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE.
INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE VÍNCULO COM AS DROGAS APREENDIDAS.
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E
CONTEMPORÂNEA. REINCIDÊNCIA ESPECÍFICA E PRÁTICA DO DELITO DURANTE O
CUMPRIMENTO DE PENA EM REGIME ABERTO. MEDIDAS CAUTELARES
ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.1. Não há
violação ao princípio da colegialidade quando o relator decide
monocraticamente em conformidade com entendimento dominante,
assegurado o controle pelo órgão colegiado mediante agravo
regimental. 2. A tese defensiva de ausência de vínculo do agravante
com os entorpecentes não foi apreciada pelo Tribunal a quo, o que
impede seu exame diretamente por esta Corte, sob pena de indevida
supressão de instância.3. Prisão preventiva mantida com base na
necessidade de garantir a ordem pública, tendo em vista a gravidade
concreta da conduta, evidenciada não apenas pela quantidade e
variedade de entorpecentes apreendidos - 11 porções de crack (2,7g)
e 48 porções de maconha (46,5 g) -, mas, sobretudo, por seu
histórico criminal, uma vez que o agravante é reincidente
específico, ostentando duas condenações definitivas por tráfico de
drogas, uma com pena de 5 anos de reclusão e outra com pena de 6
anos e 3 meses de reclusão. A gravidade da situação é acentuada pela
fato de que o novo delito foi supostamente praticado enquanto ele
cumpria pena em regime aberto pelo mesmo crime".4. Insuficiência das
medidas cautelares alternativas do art. 319 do CPP diante do quadro
fático delineado (contumácia delitiva, prática recente do mesmo
delito e circunstâncias da prisão), revelando-se proporcional a
manutenção da custódia preventiva.5. Agravo regimental não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik e Maria Marluce Caldas votaram
com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Ausentes, justificadamente, os Srs. Ministros Ribeiro Dantas e
Messod Azulay Neto.