STJ — 2216343
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 549693e5b3e6406739f40a37a84e847e6bcdb0700f5da173cdd1124b1a793336
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Ementa
RECURSO ESPECIAL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE COIMPENSAÇÃO DE
DANOS MORAIS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. CONCESSIONÁRIA.
RESPONSABILIDADE. NEXO CAUSAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS.
INVIABILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ. EMPREGADORA. RISCO. ACIDENTE DE
TRABALHO. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE.
SÚMULA Nº 284/STF. DISSÍDIO PREJUDICADO. RESULTADO MORTE. VALOR.
DANO MORAL. REVISÃO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ.
1. No caso,
rever a conclusão da Corte de origem acerca da ausência de
nexo causal entre a conduta atribuída à concessionária de serviço
público e o acidente de trânsito demandaria o revolvimento do
acervo fático-probatório dos autos, procedimento inviável ante
a natureza excepcional da via eleita, consoante disposto na
Súmula nº 7/STJ.
2. Estando as razões do recurso dissociadas do
que decidido no acórdão recorrido, é inadmissível o inconformismo
por deficiência na sua fundamentação. Aplicação da Súmula nº
284/STF.
3. A incidência da Súmula nº 284/STF impede o conhecimento
do recurso especial por ambas as alíneas do permissivo
constitucional.
4. O Superior Tribunal de Justiça, afastando a
incidência da Súmula nº 7/STJ, tem reexaminado o montante fixado
pelas instâncias ordinárias para a indenização por danos morais
apenas quando irrisório ou abusivo.
5. No caso, a indenização foi
arbitrada no valor de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) para o
falecimento de cada um dos filhos da autora, e não se mostra
irrisória nem abusiva. Precedentes.
6. Recurso especial não
conhecido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 07/10/2025 a 13/10/2025, por
unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Moura Ribeiro, Daniela Teixeira,
Nancy Andrighi e Humberto Martins votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.