Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO ANULATÓRIA. LITISCONSÓRCIO. INDEFERIMENTO DA INICIAL. DECISÃO MOTIVADA E SUFICIENTE, SOBRE OS PONTOS RELEVANTES E NECESSÁRIOS AO DESLINDE DA CONTROVÉRSIA. OFENSA AO 1.022 DO CPC AFASTADA. PRECLUSÃO. NULIDADE DE ALGIBEIRA. BOA-FÉ PROCESSUAL. ALEGAÇÃO TARDIA DE NULIDADE COMO ESTRATÉGIA PROCESSUAL. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO PERFILHADA À JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL. SÚMULA N. 83 DO STJ. REVISÃO DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7 DO STJ. MULTA POR EMBARGOS DE DECLARAÇÃO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIOS. MANUTENÇÃO. AGRAVO NÃO CONHECIDO. I. Caso em exame 1. Agravo interposto contra decisã…
Ementa
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO
ANULATÓRIA. LITISCONSÓRCIO. INDEFERIMENTO DA INICIAL. DECISÃO
MOTIVADA E SUFICIENTE, SOBRE OS PONTOS RELEVANTES E NECESSÁRIOS AO
DESLINDE DA CONTROVÉRSIA. OFENSA AO 1.022 DO CPC AFASTADA.
PRECLUSÃO. NULIDADE DE ALGIBEIRA. BOA-FÉ PROCESSUAL. ALEGAÇÃO TARDIA
DE NULIDADE COMO ESTRATÉGIA PROCESSUAL. IMPOSSIBILIDADE. DECISÃO
PERFILHADA À JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL. SÚMULA N. 83 DO STJ.
REVISÃO DO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7 DO STJ. MULTA POR
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIOS. MANUTENÇÃO.
AGRAVO NÃO CONHECIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo interposto contra
decisão que não conheceu de recurso especial manejado, com
fundamento na Súmula 7 e 83 do STJ.
2. A ação anulatória proposta
pela agravante, alegando vício insanável por ausência de
litisconsórcio passivo necessário e unitário na ação de reintegração
de posse, foi julgada extinta sob fundamento de preclusão e vedação
à estratégia processual denominada nulidade de algibeira.
3. Dois
embargos de declaração foram opostos pela agravante, sendo que no
segundo deles foi-lhe aplicada multa de 2% sobre o valor atualizado
da causa, nos termos do art. 1.026, § 2º, do CPC.
4. A Agravante
alega negativa de prestação jurisdicional pois o tribunal de origem
não se pronunciou expressamente quanto à questão referente à
inexistência de preclusão extraprocessual.
II. Questões em
discussão
5. Saber se a ausência de litisconsórcio passivo
necessário na ação de reintegração de posse configura vício
insanável que autoriza a propositura de ação anulatória, mesmo
diante da ciência inequívoca quanto à existência do processo.
6. Se
houve negativa de prestação jurisdicional.
7. Se configurado o
caráter protelatório na reiteração de embargos de declaração.
III.
Razões de decidir
8. A preclusão impede a alegação de nulidade
processual em momento posterior ao trânsito em julgado,
especialmente quando a parte interessada tinha ciência do vício e
optou por não suscitá-lo oportunamente, conforme pacificada
jurisprudência desta Corte.
9. A estratégia processual denominada
nulidade de algibeira, caracterizada pela alegação tardia de
nulidade após decisão desfavorável, é incompatível com a boa-fé
processual.
8. Não houve negativa de prestação jurisdicional, pois o
tribunal de origem analisou de forma clara e suficiente os pontos
relevantes da controvérsia.
10. A ausência de menção a argumento
invocado pela parte não macula o comando decisório se, bem
fundamentado, apresenta razões capazes de se sustentar por si.
11.
Decisão recorrida perfilhada à jurisprudência deste Tribunal, o que
atrai a incidência do comando da Súmula n. 83 deste Superior
Tribunal de Justiça
12. É cabível a aplicação da multa prevista no
art. 1.026, § 2º, do CPC, quando reconhecido o caráter
manifestamente protelatório da reiteração dos embargos de
declaração.
13. A análise das questões suscitadas pela agravante
demandaria reexame de matéria fático-probatória, procedimento vedado
pela Súmula 7 do STJ.
IV. Dispositivo
14. Resultado do Julgamento:
Agravo não conhecido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 14/10/2025 a 20/10/2025, por
unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto da Sra.
Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto
Martins, Ricardo Villas Bôas Cueva e Moura Ribeiro votaram com a
Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro
Humberto Martins.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.