STJ — 2868540
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 8c2ff41b7b9e1851d3421c920f6bd0c7212a3756bc0769ee8bf4a9e6473eddfb
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Ementa
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DECISÃO
SURPRESA NÃO EVIDENCIADA. CONTRATO DE SEGURO. PRESCRIÇÃO ÂNUA.
RECURSO NÃO PROVIDO.
1. O Tribunal reconheceu que não houve violação
aos arts. 9º e 10 do CPC, pois as questões de prescrição e
ilegitimidade passiva foram suscitadas na contestação, oportunizando
contraditório ao autor. A aplicação do princípio da não surpresa não
exige que o julgador informe previamente às partes os dispositivos
legais aplicáveis.
2. O prazo prescricional ânuo, previsto no art.
206, § 1º, "b", do CC, foi corretamente aplicado, considerando a
relação securitária e a ciência inequívoca do fato gerador em
janeiro de 2018. A pretensão de reabrir a discussão demandaria
reexame de fatos e provas, o que é vedado pela Súmula 7 do STJ.
3. O
recorrente não demonstrou o dissídio jurisprudencial de forma
adequada, deixando de apresentar cotejo analítico e comprovação
formal da divergência, o que inviabiliza o conhecimento do recurso
pela alínea "c" do art. 105, III, da CF.
4. Agravo conhecido para
conhecer parcialmente do recurso especial e, nessa extensão,
negar-lhe provimento.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 04/11/2025 a 10/11/2025, por
unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar
provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Raul Araújo.
Os Srs.
Ministros Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Marco
Buzzi e João Otávio de Noronha votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de
Noronha.