Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
PROCESSUAL CIVIL. DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ERRO MÉDICO. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 7 E 211 DO STJ. I - Na origem, trata-se de ação de indenização por danos morais contra o Município do Rio de Janeiro e o Estado do Rio de Janeiro, objetivando o recebimento da compensação por danos morais . Na sentença o pedido foi julgado improcedente. No Tribunal a quo, a sentença foi modificada, condenando os entes federativos a pagar indenização no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) à parte autora. II - Em relação aos arts. 18…
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE DA
ADMINISTRAÇÃO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. ERRO MÉDICO.
DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA.
INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 7 E 211 DO STJ.
I - Na origem, trata-se de ação de indenização por danos morais
contra o Município do Rio de Janeiro e o Estado do Rio de Janeiro,
objetivando o recebimento da compensação por danos morais . Na
sentença o pedido foi julgado improcedente. No Tribunal a quo, a
sentença foi modificada, condenando os entes federativos a pagar
indenização no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) à parte
autora.
II - Em relação aos arts. 183 e 1.010, § 1º, do CPC/2015, vinculados
ao argumento de irregularidade processual por ausência de intimação
do município, verifica-se que a irresignação do recorrente vai de
encontro às convicções do julgador a quo, que, com lastro no
conjunto probatório constante dos autos, fez constar no acórdão
integrativo que "houve a intimação superveniente do ente municipal,
que teve ciência da apelação através das intimações às fls. 200 e
209" (fl. 287).
III - Dessa forma, para rever tal posição e interpretar os
dispositivos legais indicados como violados, seria necessário o
reexame desses mesmos elementos fático-probatórios, o que é vedado
no âmbito estreito do recurso especial. Incide na hipótese a Súmula
n. 7/STJ.
IV - Quanto ao art. 485, VI, do CPC/2015 e às razões acerca da
legitimidade do município, verifica-se que o Tribunal a quo, em
nenhum momento, abordou as questões referidas nos dispositivos
legais, mesmo após a oposição de embargos de declaração apontando a
suposta omissão. Nesse contexto, incide, na hipótese, a Súmula n.
211/STJ, que assim dispõe: "Inadmissível recurso especial quanto à
questão que, a despeito da oposição de embargos declaratórios, não
foi apreciada pelo Tribunal a quo."
V - Gize-se, por oportuno, que a falta de exame de questão constante
de normativo legal apontado pelo recorrente nos embargos de
declaração não caracteriza, por si só, omissão quando a questão é
afastada de maneira fundamentada pelo Tribunal a quo, ou ainda, não
é abordada pelo Sodalício, e o recorrente, em ambas as situações,
não demonstra, de forma analítica e detalhada, a relevância do exame
da questão apresentada para o deslinde final da causa.
VI - In casu, não há falar em prequestionamento ficto, previsão do
art. 1.025 do CPC/2015, isso porque, em conformidade com a
jurisprudência do STJ, para sua incidência, deve a parte ter alegado
devidamente, em suas razões recursais, ofensa ao art. 1.022 do
CPC/2015, de modo a permitir sanar eventual omissão por meio de novo
julgamento dos embargos de declaração, ou a análise da matéria tida
por omissa diretamente por esta Corte.
VII - No que diz respeito ao art. 373, I, do CPC/2015 e à tese de
ausência de demonstração de nexo causal, observa-se que se trata a
matéria de questão de fato, descrita no acórdão recorrido como a
desobediência dos entes envolvidos à ordem judicial anterior ao
falecimento da genitora do autor, motivo pelo qual não cabe o
revolvimento no âmbito desta Corte Superior. Incidência da Súmula n.
7/STJ.
VIII - Agravo interno improvido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 13/09/2022 a 19/09/2022,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques e Assusete
Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator.
Não participou do julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.