Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
PROCESSUAL CIVIL. CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIO. AFRONTA AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC/2015. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA N. 284/STF. REVISÃO DE CONTRATOS IMOBILIÁRIOS FINDOS. POSSIBILIDADE. SÚMULA N. 286/STJ. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. SÚMULA N. 83/STJ. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA. C LÁUSULA PENAL. DANOS MORAIS. CUMULAÇÃO. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA N. 37/STJ. ABALO MORAL. DESCARACTERIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE ALCANCE NORMATIVO DOS ARTIGOS INDICADOS. SÚMULA N. 284/STF. JUROS DE OBRA. RESTITUIÇÃO. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. SÚMULAS N. 5 E 7 DO STJ…
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. COMPROMISSO DE
COMPRA E VENDA IMOBILIÁRIO. AFRONTA AOS ARTS. 489 E 1.022 DO
CPC/2015. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA N. 284/STF. REVISÃO DE
CONTRATOS IMOBILIÁRIOS FINDOS. POSSIBILIDADE. SÚMULA N. 286/STJ.
ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE.
SÚMULA N. 83/STJ. ATRASO NA ENTREGA DA OBRA. C LÁUSULA PENAL. DANOS
MORAIS. CUMULAÇÃO. BIS IN IDEM. NÃO OCORRÊNCIA. SÚMULA N. 37/STJ.
ABALO MORAL. DESCARACTERIZAÇÃO. INEXISTÊNCIA DE ALCANCE NORMATIVO
DOS ARTIGOS INDICADOS. SÚMULA N. 284/STF. JUROS DE OBRA.
RESTITUIÇÃO. LEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. SÚMULAS N. 5 E 7 DO
STJ. AGRAVO NOS PRÓPRIOS AUTOS NÃO PROVIDO.
I. Caso em exame
1.
Agravo interno interposto contra decisão que negou provimento ao
agravo nos próprios autos, mantendo a inadmissibilidade do recurso
especial.
II. Razões de decidir
2. Conforme o entendimento do
Superior Tribunal de Justiça, "a alegação de violação ao art. 1.022
do CPC foi apresentada de forma genérica, sem indicação das teses
supostamente omitidas, atraindo a incidência da Súmula 284/STF"
(AREsp n. 2.112.064/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma,
julgado em 16/12/2025, DJEN de 19/12/2025).
3. Para jurisprudência
do STJ, "é possível a revisão de contratos findos, mesmo quando
acompanhados de quitação, para afastar eventuais ilegalidades"
(AREsp n. 2.941.864/SC, relator Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
julgado em 3/11/2025, DJEN de 10/11/2025), entendimento aplicado
pela Tribunal a quo. Caso de aplicação da Súmula n. 83/STJ.
4. Não
há falar em bis in idem, considerando a possibilidade da incidência
cumulativa da cláusula penal e dos danos morais advindos do atraso
na entrega das chaves, nos termos da Súmula n. 37/STJ, segundo a
qual "são cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral
oriundos do mesmo fato", além de que não houve condenação da empresa
em lucros cessantes.
5. Considera-se deficiente, a teor da Súmula n.
284 do STF, a fundamentação recursal que alega violação de
dispositivos legais cujo conteúdo jurídico não tem alcance normativo
para amparar a tese defendida no recurso especial.
6. O recurso
especial não comporta o exame de questões que impliquem
interpretação de cláusula contratual ou revolvimento do contexto
fático-probatório dos autos (Súmulas n. 5 e 7 do STJ).
7. A Corte
local, a partir do exame dos elementos de prova e da interpretação
do contrato, concluiu pela culpa da empresa pelo atraso na entrega
da obra, motivo por que reconheceu a existência de mora e lhe
condenou a ressarcir os juros de obra exigidos da adquirente após
seu inadimplemento. Dessa forma, é inviável alterar tal conclusão em
recurso especial, ante o óbice das referidas súmulas.
III.
Dispositivo
8. Agravo nos próprios autos não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 10/03/2026 a 16/03/2026, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Luís Carlos Gambogi
(Desembargador Convocado do TJMG), João Otávio de Noronha, Raul
Araújo e Maria Isabel Gallotti votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de
Noronha.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.