STJ — 2705560

Classe: AGRAVO EM RECURSO ESPECIALOrgao: QUARTA TURMARelator: RAUL ARAÚJOData Julgamento: 2026-03-16Data Publicacao: 2026-03-23

Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 2bb4df430dc3327d45b0b4fbd4c94be5cf830f9ab1b0d58716b34f5bceaceab1

Registro público original completo (JSON)

Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.

Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. COBRANÇA DE TAXAS CONDOMINIAIS EXTRAORDINÁRIAS. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESPÓLIO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM E LEGALIDADE DAS TAXAS. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. 1. Agravo em recurso especial interposto pelo Condomínio Edifício Morada Jatiúca contra decisão que inadmitiu recurso especial, no qual se alegava violação aos arts. 489, 1.022 e 321 do Código de Processo Civil, em ação de cobrança de taxas condominiais extraordinárias ajuizada contra o espólio de Donato Eugênio da Silva. 2. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais reconheceu a legitimidade passiv…

Ementa

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. COBRANÇA DE TAXAS CONDOMINIAIS EXTRAORDINÁRIAS. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESPÓLIO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA ORIGEM E LEGALIDADE DAS TAXAS. AGRAVO CONHECIDO PARA NEGAR PROVIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. 1. Agravo em recurso especial interposto pelo Condomínio Edifício Morada Jatiúca contra decisão que inadmitiu recurso especial, no qual se alegava violação aos arts. 489, 1.022 e 321 do Código de Processo Civil, em ação de cobrança de taxas condominiais extraordinárias ajuizada contra o espólio de Donato Eugênio da Silva. 2. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais reconheceu a legitimidade passiva do espólio, mas julgou improcedente o pedido inicial por ausência de comprovação da origem e legalidade das taxas extras, destacando a falta de atas das assembleias que aprovaram as despesas extraordinárias. 3. A sentença extinguiu o processo sem resolução de mérito por ilegitimidade passiva do espólio, em razão da ausência de abertura de inventário. O Tribunal de Justiça reformou a sentença, reconhecendo a legitimidade passiva do espólio, mas julgou improcedente o pedido inicial por ausência de comprovação da origem e legalidade das taxas extras. 4. Há duas questões em discussão: (i) saber se houve violação aos arts. 489 e 1.022 do Código de Processo Civil, em razão de suposta ausência de fundamentação do acórdão recorrido; e (ii) saber se houve cerceamento de defesa pela não determinação de emenda à inicial para corrigir vícios sanáveis na instrução probatória, conforme o art. 321 do Código de Processo Civil. 5. O acórdão recorrido foi proferido com fundamentação adequada e suficiente, indicando os direitos e provas cabíveis para solucionar a controvérsia, não havendo omissão relevante que ensejasse o provimento do recurso especial. 6. A juntada de documentos em sede de embargos de declaração não se enquadra nos permissivos do art. 434 do Código de Processo Civil, especialmente quando o embargante tinha pleno acesso aos documentos anteriormente e não justificou a razão para sua juntada tardia. 7. O exame sobre a necessidade de emenda à inicial para corrigir vícios sanáveis na instrução probatória é prerrogativa das instâncias ordinárias, não configurando cerceamento de defesa. 8. O juiz é o destinatário das provas, cabendo-lhe avaliar sua pertinência e admissibilidade, conforme entendimento pacificado no Superior Tribunal de Justiça. 9. A mera referência a dispositivos legais sem fundamentação suficiente para demonstrar a violação ou negativa de vigência resulta no desconhecimento do recurso especial. 10. O Superior Tribunal de Justiça não atua como terceira instância revisora de fatos, mas como Corte de precedentes, com competência recursal para interpretação da lei federal e uniformização da jurisprudência infraconstitucional. 11. Agravo conhecido para negar provimento ao recurso especial.

Dispositivo transcrito

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 10/03/2026 a 16/03/2026, por unanimidade, conhecer do recurso mas lhe negar provimento, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Maria Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira, Luís Carlos Gambogi (Desembargador Convocado do TJMG) e João Otávio de Noronha votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro João Otávio de Noronha.

Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.