STJ — 767062
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 53bce35025900fed044d125ce5706cd877d0cf6b892a9fdf77cd9eefd232de9a
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Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. PLEITO DE CONCESSÃO DA CAUSA DE
DIMINUIÇÃO DE PENA PREVISTA NO § 4.º DO ART. 33 DA LEI N.
11.343/2006 E DE FIXAÇÃO DE REGIME INICIAL MENOS GRAVOSO.
INSURGÊNCIA CONTRA ACÓRDÃO TRANSITADO EM JULGADO. MANEJO DO WRIT
COMO REVISÃO CRIMINAL. DESCABIMENTO. ART. 105, INCISO I, ALÍNEA E,
DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. FLAGRANTE CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO
EVIDENCIADO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. O habeas corpus foi impetrado contra acórdão do Tribunal de
Justiça do Estado de Santa Catarina já transitado em julgado, de
modo que não deve ser conhecido, pois manejado como substitutivo de
revisão criminal em hipótese na qual não houve inauguração da
competência desta Corte.
2. Não há flagrante ilegalidade a ser sanada de ofício, pois, no
caso, o Tribunal a quo apontou elementos probatórios suficientes a
respaldar a dedicação à atividade criminosa do Agravante. Nesse
contexto, não é possível afastar a conclusão da instância de origem
quanto à inaplicabilidade da causa de diminuição de pena do art. 33,
§ 4.º, da Lei n. 11.343/2006, tendo em vista que essa providência
demandaria aprofundado exame do conjunto fático-probatório dos
autos, o que não se mostra possível no âmbito estreito do writ.
3. Não obstante a fixação da reprimenda em patamar inferior a 8
(oito) anos de reclusão e a ausência de acréscimos na pena-base, é
possível a fixação do regime inicial mais gravoso com fundamento na
quantidade de droga apreendida. Precedentes.
4. Agravo regimental desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da
Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos
votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Sra. Ministra
Relatora. Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti
Cruz, Antonio Saldanha Palheiro e Olindo Menezes (Desembargador
Convocado do TRF 1ª Região) votaram com a Sra. Ministra Relatora.