STJ — 2496063

Classe: AGRAVO EM RECURSO ESPECIALÓrgão: TERCEIRA TURMARelator: MOURA RIBEIROData do julgamento: 2026-06-22Data da publicação: 2026-06-26

Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 69b936e6423af15a51838413d2deeeb362ef64c8bd563210eb8c300702badf1c

Origem do registro no STJ

Conjunto de dados oficial do STJ

Identificador na fonte
1445408
Número de registro na fonte
202304043178
Coleta informada no registro
2026-09-09T12:52:51Z

Registro público original completo (JSON)

Comentário de Rafael Toledo

Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.

Neste registro, o processo 2496063 no STJ está identificado por “AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.

O órgão indicado é “TERCEIRA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.

Neste acórdão, a análise deve relacionar a ementa ao dispositivo preservado. A ementa apresenta a questão e a fundamentação resumida; o dispositivo registra a deliberação textual. Uma expressão retirada de um deles não substitui a leitura conjunta do documento.

O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.

Fonte oficial que sustenta este comentário

Identidade e proveniência do comentário

Autoria: Rafael Toledo. Versão: 2026-10-22.1. SHA-256 da fonte: 69b936e6423af15a51838413d2deeeb362ef64c8bd563210eb8c300702badf1c. SHA-256 do comentário: 6bcfe517959bbb27c8f44d258f43e46de861585b8f1e48f2c5202051bbcea67d.

Contexto jurídico e comentários autorais

REsp 2.061.149 do STJ: agravo conhecido

Tema documentado no texto da fonte

A ementa do acórdão registra a fundamentação nestes termos: “1. Agravo em recurso especial contra acórdão que manteve competência da jurisdição brasileira e rejeitou ilegitimidade passiva em ação de cobrança com arresto cautelar de embarcação. 2. O objetivo recursal é decidir se (i) há negativa de prestação jurisdicional por omissão sobre a ilegitimidade passiva (art. 1.022, II, do CPC); (ii) a manutenção das rés viola o art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926; (iii) o arresto de navio estrangeiro afronta o art. 28, §§ 2º e 3º, da CNUDM e o art. 13 do CPC, por ausência de jurisdição brasileira. 3. Não há negativa de prestação jurisdicional quando o acórdão enfrenta as questões essenciais com motivação suficiente, ainda que em sentido desfavorável à parte. A mera alusão a dispositivo legal, sem demonstração específica da violação, não atende aos requisitos do especial. 4. A análise da aplicação do art. 8º da Convenção de Bruxelas/1926, acerca da propriedade do navio e da legitimidade passiva, demanda revolvimento fático-probatório, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7/STJ). 5. O art. 28, § 3º, da CNUDM autoriza medidas cautelares ou executórias em matéria civil contra navio estrangeiro que se detenha no mar territorial ou seja procedente de águas interiores, conforme o direito interno. À luz do art. 789 do CPC e do art. 391 do CC, é possível a constrição de quaisquer bens do devedor, inclusive embarcação, ainda que a dívida decorra de serviços prestados a outro navio do mesmo proprietário. 6. Agravo conhecido. Recurso especial conhecido em parte e, nessa extensão, não provido.” A transcrição é literal e vem do espelho 955426, publicado pelo tribunal em 16 de abril de 2026; o comentário próprio fica em bloco separado.

Trecho de REsp 2.061.149 do STJ: agravo conhecido · A fundamentação do REsp 2.061.149, no texto oficial da ementa · Rafael Toledo.

Âncoras do vínculo: agravo, conhecido.

Fontes e integridade deste vínculo
  • HTML autoral publicado: 9b53130f14ee66f09a5aba66d27df69975659d8b4309546706c16abd9ef22c0b
  • Registro documental: 69b936e6423af15a51838413d2deeeb362ef64c8bd563210eb8c300702badf1c
  • Campo documental: /ementa

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Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.

Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial

PROCESSUAL CIVIL E EMPRESARIAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PENHORAS ANTERIORES AO DEFERIMENTO. EFEITOS EX NUNC. CENTRALIZAÇÃO DE ATOS EXPROPRIATÓRIOS NO JUÍZO DA RECUPERAÇÃO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO AUTÔNOMO. SÚMULA 283/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.

Fundamentos transcritos da ementa — itens numerados pelo STJ

  1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu apelo nobre em execução fundada em instrumento particular de confissão de dívida, na qual se discutem os efeitos da recuperação judicial sobre penhoras anteriores e a competência do juízo recuperacional para atos expropriatórios.
  2. A questão recursal consiste em examinar se: (i) as penhoras efetivadas antes do deferimento da recuperação judicial devem ser levantadas; (ii) há favorecimento indevido de credor; (iii) compete ao juízo da recuperação centralizar atos executórios sobre bens do recuperando; (iv) está configurada divergência jurisprudencial apta ao conhecimento pela alínea c.
  3. A manutenção das penhoras anteriores ao deferimento da recuperação judicial harmoniza-se com a premissa de que os efeitos da decisão concessiva são ex nunc, sem desconstituir constrições já perfectibilizadas, preservando-se, contudo, a submissão de eventuais atos expropriatórios ao crivo do juízo recuperacional.
  4. O recurso especial não indica, de forma clara e vinculada, como os arts. 6º, 49 e 59 da Lei 11.101/2005 teriam sido contrariados, atraindo, por analogia, a Súmula 284/STF diante da deficiência de fundamentação.
  5. A ausência de impugnação específica de fundamento autônomo do acórdão - centralização de futuras expropriações no juízo recuperacional - atrai, por analogia, a Súmula 283/STF.
  6. A tese de extinção de avais por novação não apresenta indicação de dispositivos violados, incidindo a Súmula 284/STF.
  7. Obstada a análise pela alínea a por óbices sumulares, fica prejudicado o dissídio pela alínea c sobre as mesmas questões jurídicas.
  8. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.

Trechos literais, sem inferência de tese ou aplicação automática ao caso de terceiros.

Ementa

PROCESSUAL CIVIL E EMPRESARIAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PENHORAS ANTERIORES AO DEFERIMENTO. EFEITOS EX NUNC. CENTRALIZAÇÃO DE ATOS EXPROPRIATÓRIOS NO JUÍZO DA RECUPERAÇÃO. DEFICIÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. SÚMULA 284/STF. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO AUTÔNOMO. SÚMULA 283/STF. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. AGRAVO CONHECIDO. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO. 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu apelo nobre em execução fundada em instrumento particular de confissão de dívida, na qual se discutem os efeitos da recuperação judicial sobre penhoras anteriores e a competência do juízo recuperacional para atos expropriatórios. 2. A questão recursal consiste em examinar se: (i) as penhoras efetivadas antes do deferimento da recuperação judicial devem ser levantadas; (ii) há favorecimento indevido de credor; (iii) compete ao juízo da recuperação centralizar atos executórios sobre bens do recuperando; (iv) está configurada divergência jurisprudencial apta ao conhecimento pela alínea c. 3. A manutenção das penhoras anteriores ao deferimento da recuperação judicial harmoniza-se com a premissa de que os efeitos da decisão concessiva são ex nunc, sem desconstituir constrições já perfectibilizadas, preservando-se, contudo, a submissão de eventuais atos expropriatórios ao crivo do juízo recuperacional. 4. O recurso especial não indica, de forma clara e vinculada, como os arts. 6º, 49 e 59 da Lei 11.101/2005 teriam sido contrariados, atraindo, por analogia, a Súmula 284/STF diante da deficiência de fundamentação. 5. A ausência de impugnação específica de fundamento autônomo do acórdão - centralização de futuras expropriações no juízo recuperacional - atrai, por analogia, a Súmula 283/STF. 6. A tese de extinção de avais por novação não apresenta indicação de dispositivos violados, incidindo a Súmula 284/STF. 7. Obstada a análise pela alínea a por óbices sumulares, fica prejudicado o dissídio pela alínea c sobre as mesmas questões jurídicas. 8. Agravo conhecido para não conhecer do recurso especial.

Dispositivo transcrito

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 16/06/2026 a 22/06/2026, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Daniela Teixeira, Nancy Andrighi, Humberto Martins e Ricardo Villas Bôas Cueva votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Daniela Teixeira.

Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.