Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO. LEGALIDADE E VALIDADE DO EXAME CRIMINOLÓGICO. MATÉRIA NÃO ANALISADA NA ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AINDA QUE NULIDADE ABSOLUTA. INVIÁVEL A ANÁLISE. PRECLUSÃO. ELEMENTOS CONCRETOS DA EXECUÇÃO CRIMINAL. REVER AUSÊNCIA DE REQUISITO SUBJETIVO. ANÁLISE DE CONJUNTO FÁTICO PROBATÓRIO. INVIÁVEL NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS APTOS A ALTERAR A DECISÃO AGRAVADA. I - De início, no tocante ao argumento de que a decisão monocrática viola o princ…
Ementa
PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS
SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA
COLEGIALIDADE. INOCORRÊNCIA. PROGRESSÃO AO REGIME SEMIABERTO.
LEGALIDADE E VALIDADE DO EXAME CRIMINOLÓGICO. MATÉRIA NÃO ANALISADA
NA ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AINDA QUE NULIDADE ABSOLUTA.
INVIÁVEL A ANÁLISE. PRECLUSÃO. ELEMENTOS CONCRETOS DA EXECUÇÃO
CRIMINAL. REVER AUSÊNCIA DE REQUISITO SUBJETIVO. ANÁLISE DE CONJUNTO
FÁTICO PROBATÓRIO. INVIÁVEL NA VIA ESTREITA DO HABEAS CORPUS.
AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS APTOS A ALTERAR A DECISÃO AGRAVADA.
I - De início, no tocante ao argumento de que a decisão monocrática
viola o princípio da colegialidade, porquanto tal princípio está
ligado à tradição do duplo grau de jurisdição, devendo a decisão ser
apreciada pelo colegiado, não merece prosperar, na medida em que o
entendimento que prevalece atualmente neste Sodalício é pela
possibilidade do relator, quando se deparar com recurso que impugna
acórdão alinhado à jurisprudência dominante deste Tribunal, poderá,
na forma da Súmula 568/STJ e Regimento Interno deste Tribunal,
decidir monocraticamente. Ademais, a interposição de agravo
regimental, cujo julgamento será feito pelo colegiado da Turma,
torna despicienda eventual alegação de nulidade. Precedentes.
II - O agravo regimental deve trazer novos argumentos capazes de
alterar o entendimento anteriormente firmado, sob pena de ser
mantida a r. decisão vergastada pelos próprios fundamentos.
III - Inviável a análise de legalidade e validade dos fundamentos
para determinação de realização do exame criminológico, por não ter
sido analisada pelo eg. Tribunal de origem, ficando impedida esta
Corte Superior de proceder a sua análise, sob pena de incorrer em
indevida supressão de instância; esta Corte Superior de Justiça já
se manifestou no sentido de que, mesmo eventual nulidade absoluta,
não pode ser declarada em supressão de instância.
IV - Ademais, já tendo sido elaborado o laudo do referido exame,
torna a matéria preclusa, porquanto não questionada no momento
oportuno, aliado ao fato que inclusive o referido exame fundou o
indeferimento do pedido de progressão de regime, restando superada
eventual carência de fundamentação idônea para a determinação do
mesmo que, ao contrário do alegado pela defesa, não tem o condão de
tornar nula a decisão subsequente que indeferiu o pedido principal.
V - In casu, o Tribunal de origem manteve a decisão de indeferimento
em razão do prognóstico negativo constante do relatório do exame
criminológico realizado, que aponta aspectos desfavoráveis à
concessão do benefício, (...) tendo o exame concluindo que o
agravante não está apto à progressão ao regime semiaberto, tendo o
Juízo da execução concluído que o "exame criminológico demonstrou a
incapacidade do reeducando de cumprir pena em regime mais brando"
(fl. 52).
VI - O posicionamento deste Superior Tribunal de Justiça é no
sentido de ser inviável, em sede de habeas corpus, desconstituir a
conclusão a que chegaram as instâncias ordinárias sobre o não
preenchimento do requisito subjetivo para a concessão de benefícios
da execução penal, uma vez que tal providência implica o reexame do
conjunto fático-probatório dos autos da execução, procedimento
incompatível com os estreitos limites da via eleita.
Agravo regimentaldesprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros Jorge Mussi, Ribeiro Dantas e Joel Ilan Paciornik
votaram com o Sr. Ministro Relator.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.