STJ — 3222347
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 505a0a7bf9db726c217274b46cf6f1118adc642f1e281859326b20d84a74b0dd
Origem do registro no STJ
Conjunto de dados oficial do STJ
- Identificador na fonte
- 1453601
- Número de registro na fonte
- 202601234204
- Coleta informada no registro
- 2026-09-19T12:58:02Z
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou
provimento a agravo em recurso especial e manteve condenação por
tráfico de drogas.
2. Preliminar de nulidade da busca pessoal por ausência de fundada
suspeita (CPP, art. 244), com invocação da teoria dos frutos da
árvore envenenada (CPP, art. 157). No mérito, pedido de
desclassificação do crime para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006, sob
alegação de pequena quantidade de drogas, ausência de indícios de
mercancia e aplicação do princípio in dubio pro reo.
3. Pretensão de reforma da decisão agravada ou sua submissão ao
órgão colegiado.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em: (i) saber se houve fundadas
razões objetivas para a busca pessoal e veicular, à luz do art. 244
do CPP, consideradas a denúncia prévia específica do veículo e a
observação dos agentes no momento da abordagem; e (ii) saber se é
possível desclassificar a conduta do art. 33 para o art. 28 da Lei
n. 11.343/2006 em sede de recurso especial, sem reexame do conjunto
fático-probatório, diante da Súmula 7/STJ.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. A abordagem e a busca pessoal e veicular se mostraram
justificadas, pois havia denúncia prévia e específica com
identificação de placa e características do veículo, posteriormente
confirmadas visualmente pelos agentes, configurando fundada suspeita
nos termos do art. 244 do CPP.
6. A orientação jurisprudencial veda que meras impressões subjetivas
ou denúncias anônimas isoladas sustentem revistas exploratórias;
contudo, no caso, houve referibilidade e confirmação mínima das
informações, atendendo à exigência de dados objetivos.
7. A condenação apoiou-se em conjunto probatório harmônico:
apreensão de cocaína e ecstasy, dinheiro fracionado, depoimentos
policiais coerentes e confissão extrajudicial sobre fornecimento de
substâncias, elementos suficientes para evidenciar destinação
mercantil.
8. A condição de usuário não exclui a de traficante, e a prova
policial, quando coerente com os demais elementos, possui especial
valor probatório; inexistiu prova pericial de incapacidade nos
termos do art. 26 do Código Penal.
9. A desclassificação para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006 demanda
reexame de provas e revaloração da credibilidade dos depoimentos e
da confissão, providência vedada em recurso especial (Súmula 7/STJ).
IV. DISPOSITIVO E TESE
10. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento:
1. A busca pessoal e veicular se legitima quando amparada por
fundada suspeita baseada em dados objetivos e referíveis à
finalidade probatória, nos termos do art. 244 do CPP. 2. A
desclassificação do crime do art. 33 para o art. 28 da Lei n.
11.343/2006 exige reexame do conjunto fático-probatório, providência
vedada em recurso especial pela Súmula 7/STJ. 3. A confissão
extrajudicial, aliada à apreensão de drogas e dinheiro fracionado e
a depoimentos policiais coerentes, é apta a sustentar a condenação
por tráfico de drogas. 4. A condição de usuário não exclui, por si
só, a prática do tráfico de drogas.
Dispositivos relevantes citados:
CPP, art. 244; CPP, art. 157; CP, art. 26; Lei n. 11.343/2006, arts.
28, § 2º, e 33; STJ, Súmula n. 7
Jurisprudência relevante citada:STJ, HC 774.140/SP, Sexta Turma, j.
25.10.2022; STJ, AgRg no HC 815.998/RS, Sexta Turma, j. 12.09.2023,
DJe 05.10.2023; STJ, AgRg no REsp 2.096.995/MG, Quinta Turma, j.
04.03.2026, DJEN 12.03.2026.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. BUSCA PESSOAL E VEICULAR. TRÁFICO DE DROGAS.
DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO PESSOAL. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que negou
provimento a agravo em recurso especial e manteve condenação por
tráfico de drogas.
2. Preliminar de nulidade da busca pessoal por ausência de fundada
suspeita (CPP, art. 244), com invocação da teoria dos frutos da
árvore envenenada (CPP, art. 157). No mérito, pedido de
desclassificação do crime para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006, sob
alegação de pequena quantidade de drogas, ausência de indícios de
mercancia e aplicação do princípio in dubio pro reo.
3. Pretensão de reforma da decisão agravada ou sua submissão ao
órgão colegiado.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em: (i) saber se houve fundadas
razões objetivas para a busca pessoal e veicular, à luz do art. 244
do CPP, consideradas a denúncia prévia específica do veículo e a
observação dos agentes no momento da abordagem; e (ii) saber se é
possível desclassificar a conduta do art. 33 para o art. 28 da Lei
n. 11.343/2006 em sede de recurso especial, sem reexame do conjunto
fático-probatório, diante da Súmula 7/STJ.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. A abordagem e a busca pessoal e veicular se mostraram
justificadas, pois havia denúncia prévia e específica com
identificação de placa e características do veículo, posteriormente
confirmadas visualmente pelos agentes, configurando fundada suspeita
nos termos do art. 244 do CPP.
6. A orientação jurisprudencial veda que meras impressões subjetivas
ou denúncias anônimas isoladas sustentem revistas exploratórias;
contudo, no caso, houve referibilidade e confirmação mínima das
informações, atendendo à exigência de dados objetivos.
7. A condenação apoiou-se em conjunto probatório harmônico:
apreensão de cocaína e ecstasy, dinheiro fracionado, depoimentos
policiais coerentes e confissão extrajudicial sobre fornecimento de
substâncias, elementos suficientes para evidenciar destinação
mercantil.
8. A condição de usuário não exclui a de traficante, e a prova
policial, quando coerente com os demais elementos, possui especial
valor probatório; inexistiu prova pericial de incapacidade nos
termos do art. 26 do Código Penal.
9. A desclassificação para o art. 28 da Lei n. 11.343/2006 demanda
reexame de provas e revaloração da credibilidade dos depoimentos e
da confissão, providência vedada em recurso especial (Súmula 7/STJ).
IV. DISPOSITIVO E TESE
10. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento:
1. A busca pessoal e veicular se legitima quando amparada por
fundada suspeita baseada em dados objetivos e referíveis à
finalidade probatória, nos termos do art. 244 do CPP. 2. A
desclassificação do crime do art. 33 para o art. 28 da Lei n.
11.343/2006 exige reexame do conjunto fático-probatório, providência
vedada em recurso especial pela Súmula 7/STJ. 3. A confissão
extrajudicial, aliada à apreensão de drogas e dinheiro fracionado e
a depoimentos policiais coerentes, é apta a sustentar a condenação
por tráfico de drogas. 4. A condição de usuário não exclui, por si
só, a prática do tráfico de drogas.
Dispositivos relevantes citados:
CPP, art. 244; CPP, art. 157; CP, art. 26; Lei n. 11.343/2006, arts.
28, § 2º, e 33; STJ, Súmula n. 7
Jurisprudência relevante citada:STJ, HC 774.140/SP, Sexta Turma, j.
25.10.2022; STJ, AgRg no HC 815.998/RS, Sexta Turma, j. 12.09.2023,
DJe 05.10.2023; STJ, AgRg no REsp 2.096.995/MG, Quinta Turma, j.
04.03.2026, DJEN 12.03.2026.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria
Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr.
Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Comentário de Rafael Toledo
Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.
Neste registro, o processo 3222347 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.
O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.
A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”; “IV. DISPOSITIVO E TESE”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.
O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.
Fonte oficial que sustenta este comentário
Identidade e proveniência do comentário
Autoria: Rafael Toledo. Versão: 2026-10-22.1. SHA-256 da fonte:
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