Classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIALÓrgão: QUINTA TURMARelator: REYNALDO SOARES DA FONSECAData do julgamento: 2026-08-04Data da publicação: 2026-08-14
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 3b88d89f12f4aace186a26f681270132815e2391cb0d5ea1a451d78293985f85
Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.
Neste registro, o processo 3242929 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.
O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.
A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. Caso em exame”; “II. Questão em discussão”; “III. Razões de decidir”; “IV. Dispositivo e tese”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.
O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.
Autoria: Rafael Toledo. Versão: 2026-10-22.1. SHA-256 da fonte: 3b88d89f12f4aace186a26f681270132815e2391cb0d5ea1a451d78293985f85. SHA-256 do comentário: cb6541bb7aabebf6dd88b52908f31c9f237bde4c34e0e63e7fdcc96348e8de47.
A calúnia, do art. 138, é atribuir falsamente a alguém a prática de um crime, atingindo a honra da pessoa; ela se completa com a ofensa, ainda que sem qualquer investigação. A denunciação caluniosa vai além: o que a lei reprova é ter posto em marcha um aparato de apuração contra quem se sabe inocente.
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não
conheceu do agravo em recurso especial, em razão da incidência das
Súmulas 182/STJ (ausência de impugnação específica), 83/STJ
(conformidade do acórdão recorrido com a orientação desta Corte) e
7/STJ (necessidade de revolvimento fático-probatório).
2. Condenações por crimes de tortura, violação de domicílio e
denunciação caluniosa. Alegação defensiva de violação ao sigilo
profissional em razão de transcrição e utilização processual de
conversas entre corréu e advogado e de "ilicitude qualificada pela
desnecessidade", sustentando a existência de meio lícito alternativo
suficiente.
3. O Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial à luz das
Súmulas 7 e 83/STJ. O Ministério Público Federal opinou pelo não
conhecimento do agravo em recurso especial. A decisão agravada não
conheceu do agravo em recurso especial por ausência de impugnação
específica quanto ao óbice da Súmula 83/STJ, aplicando a Súmula
182/STJ, e, ademais, reconheceu que a tese de "ilicitude qualificada
pela desnecessidade" demanda revolvimento fático-probatório,
atraindo a Súmula 7/STJ.
II. Questão em discussão
4. Há três questões em discussão: (i) saber se incide a Súmula
182/STJ diante da ausência de impugnação específica e pormenorizada
ao fundamento de inadmissibilidade baseado na Súmula 83/STJ; (ii)
saber se se mantém a aplicação da Súmula 83/STJ, por estar o acórdão
recorrido em conformidade com a orientação desta Corte quanto à
licitude da captação fortuita de diálogo entre advogado e cliente em
interceptação regularmente autorizada; e (iii) saber se a tese de
"ilicitude qualificada pela desnecessidade" demanda revolvimento do
acervo fático-probatório, atraindo a Súmula 7/STJ.
III. Razões de decidir
5. "Inadmitido o recurso especial com base na Súmula 83 do STJ,
caberia ao agravante apontar precedentes contemporâneos ou
supervenientes aos referidos na decisão impugnada, 'demonstrando-se,
através de um adequado confronto analítico, que o entendimento
jurisprudencial desta Corte Superior é diverso ou que a situação em
análise difere substancialmente dos precedentes invocados pelo
Tribunal a quo' (AgInt no AREsp n. 2.217.188/RJ, relator Ministro
Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 19/12/2022); o que não
ocorreu na espécie". (AgInt no AREsp n. 2.186.364/RS, relator
Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, julgado em 19/2/2025, DJEN
de 24/2/2025). A ausência de impugnação específica atrai a
incidência do verbete 182/STJ.
6. A orientação consolidada desta Corte admite a captação fortuita
de comunicação entre advogado e cliente em interceptação telefônica
regularmente autorizada, não havendo de se falar em violação ao
sigilo profissional, razão pela qual subsiste o óbice da Súmula
83/STJ.
7. A análise da "ilicitude qualificada pela desnecessidade" supõe
juízo sobre suficiência, utilidade e impacto probatório, o que exige
incursão no conjunto fático-probatório vedada pela Súmula 7/STJ,
ausente demonstração específica de que a revaloração jurídica
prescindiria da alteração das premissas fáticas delineadas pelo
acórdão recorrido.
8. Ausentes argumentos aptos a infirmar os fundamentos da decisão
agravada, mantém-se o não conhecimento do agravo em recurso
especial.
IV. Dispositivo e tese
6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:
1. Inadmitido o recurso especial com base na Súmula 83/STJ, o
agravante deve indicar precedentes contemporâneos ou supervenientes
e promover confronto analítico; a ausência de impugnação específica
atrai a Súmula 182/STJ. 2. É lícita a captação fortuita de diálogo
entre advogado e cliente em interceptação regularmente autorizada,
não configurando violação ao sigilo profissional, mantendo-se o
óbice da Súmula 83/STJ. 3. A discussão sobre "ilicitude qualificada
pela desnecessidade" supõe juízo sobre suficiência, utilidade e
impacto probatório, o que exige incursão no conjunto
fático-probatório vedada pela Súmula 7/STJ.
Dispositivos relevantes citados:
Lei n. 8.906/1994, art. 7º, II; CPP, art. 157; Súmula 182/STJ;
Súmula 83/STJ; Súmula 7/STJ.
Jurisprudência relevante citada:
STJ, AREsp 2.217.188/RJ, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma,
DJe 19.12.2022; STJ, AgRg no AREsp 2.817.934/PA, Rel. Min. Og
Fernandes, Sexta Turma, DJEN 17.06.2025; STJ, AgRg no AREsp
2.060.997/SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe
10.08.2022; STJ, AREsp 2.371.208/PB, Rel. Min. Herman Benjamin,
Segunda Turma, DJe 20.12.2023; STJ, RMS 58.898/SE, Rel. Min. Laurita
Vaz, Sexta Turma, j. 08.11.2018; STJ, AgRg no AREsp 2.636.829/SP,
Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 27.08.2024;
STJ, AgRg no RHC 208.493/DF, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca,
Quinta Turma, j. 05.03.2025; STJ, HC 598.051/SP, Rel. Min. Rogerio
Schietti Cruz, Sexta Turma, j. 02.03.2021.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
Direito processual penal. Agravo regimental. Admissibilidade de
agravo em recurso especial. Súmulas 182, 83 e 7/STJ. Interceptação
telefônica. Captação fortuita de diálogo entre advogado e cliente.
Ausência de impugnação específica. Necessidade de revolvimento
fático-probatório. Agravo regimental desprovido.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não
conheceu do agravo em recurso especial, em razão da incidência das
Súmulas 182/STJ (ausência de impugnação específica), 83/STJ
(conformidade do acórdão recorrido com a orientação desta Corte) e
7/STJ (necessidade de revolvimento fático-probatório).
2. Condenações por crimes de tortura, violação de domicílio e
denunciação caluniosa. Alegação defensiva de violação ao sigilo
profissional em razão de transcrição e utilização processual de
conversas entre corréu e advogado e de "ilicitude qualificada pela
desnecessidade", sustentando a existência de meio lícito alternativo
suficiente.
3. O Tribunal de origem inadmitiu o recurso especial à luz das
Súmulas 7 e 83/STJ. O Ministério Público Federal opinou pelo não
conhecimento do agravo em recurso especial. A decisão agravada não
conheceu do agravo em recurso especial por ausência de impugnação
específica quanto ao óbice da Súmula 83/STJ, aplicando a Súmula
182/STJ, e, ademais, reconheceu que a tese de "ilicitude qualificada
pela desnecessidade" demanda revolvimento fático-probatório,
atraindo a Súmula 7/STJ.
II. Questão em discussão
4. Há três questões em discussão: (i) saber se incide a Súmula
182/STJ diante da ausência de impugnação específica e pormenorizada
ao fundamento de inadmissibilidade baseado na Súmula 83/STJ; (ii)
saber se se mantém a aplicação da Súmula 83/STJ, por estar o acórdão
recorrido em conformidade com a orientação desta Corte quanto à
licitude da captação fortuita de diálogo entre advogado e cliente em
interceptação regularmente autorizada; e (iii) saber se a tese de
"ilicitude qualificada pela desnecessidade" demanda revolvimento do
acervo fático-probatório, atraindo a Súmula 7/STJ.
III. Razões de decidir
5. "Inadmitido o recurso especial com base na Súmula 83 do STJ,
caberia ao agravante apontar precedentes contemporâneos ou
supervenientes aos referidos na decisão impugnada, 'demonstrando-se,
através de um adequado confronto analítico, que o entendimento
jurisprudencial desta Corte Superior é diverso ou que a situação em
análise difere substancialmente dos precedentes invocados pelo
Tribunal a quo' (AgInt no AREsp n. 2.217.188/RJ, relator Ministro
Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 19/12/2022); o que não
ocorreu na espécie". (AgInt no AREsp n. 2.186.364/RS, relator
Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma, julgado em 19/2/2025, DJEN
de 24/2/2025). A ausência de impugnação específica atrai a
incidência do verbete 182/STJ.
6. A orientação consolidada desta Corte admite a captação fortuita
de comunicação entre advogado e cliente em interceptação telefônica
regularmente autorizada, não havendo de se falar em violação ao
sigilo profissional, razão pela qual subsiste o óbice da Súmula
83/STJ.
7. A análise da "ilicitude qualificada pela desnecessidade" supõe
juízo sobre suficiência, utilidade e impacto probatório, o que exige
incursão no conjunto fático-probatório vedada pela Súmula 7/STJ,
ausente demonstração específica de que a revaloração jurídica
prescindiria da alteração das premissas fáticas delineadas pelo
acórdão recorrido.
8. Ausentes argumentos aptos a infirmar os fundamentos da decisão
agravada, mantém-se o não conhecimento do agravo em recurso
especial.
IV. Dispositivo e tese
6. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:
1. Inadmitido o recurso especial com base na Súmula 83/STJ, o
agravante deve indicar precedentes contemporâneos ou supervenientes
e promover confronto analítico; a ausência de impugnação específica
atrai a Súmula 182/STJ. 2. É lícita a captação fortuita de diálogo
entre advogado e cliente em interceptação regularmente autorizada,
não configurando violação ao sigilo profissional, mantendo-se o
óbice da Súmula 83/STJ. 3. A discussão sobre "ilicitude qualificada
pela desnecessidade" supõe juízo sobre suficiência, utilidade e
impacto probatório, o que exige incursão no conjunto
fático-probatório vedada pela Súmula 7/STJ.
Dispositivos relevantes citados:
Lei n. 8.906/1994, art. 7º, II; CPP, art. 157; Súmula 182/STJ;
Súmula 83/STJ; Súmula 7/STJ.
Jurisprudência relevante citada:
STJ, AREsp 2.217.188/RJ, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma,
DJe 19.12.2022; STJ, AgRg no AREsp 2.817.934/PA, Rel. Min. Og
Fernandes, Sexta Turma, DJEN 17.06.2025; STJ, AgRg no AREsp
2.060.997/SC, Rel. Min. Ribeiro Dantas, Quinta Turma, DJe
10.08.2022; STJ, AREsp 2.371.208/PB, Rel. Min. Herman Benjamin,
Segunda Turma, DJe 20.12.2023; STJ, RMS 58.898/SE, Rel. Min. Laurita
Vaz, Sexta Turma, j. 08.11.2018; STJ, AgRg no AREsp 2.636.829/SP,
Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, j. 27.08.2024;
STJ, AgRg no RHC 208.493/DF, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca,
Quinta Turma, j. 05.03.2025; STJ, HC 598.051/SP, Rel. Min. Rogerio
Schietti Cruz, Sexta Turma, j. 02.03.2021.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay
Neto e Maria Marluce Caldas votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Comentário de Rafael Toledo
Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.
Neste registro, o processo 3242929 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.
O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.
A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. Caso em exame”; “II. Questão em discussão”; “III. Razões de decidir”; “IV. Dispositivo e tese”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.
O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.
Fonte oficial que sustenta este comentário
Identidade e proveniência do comentário
Autoria: Rafael Toledo. Versão: 2026-10-22.1. SHA-256 da fonte:
3b88d89f12f4aace186a26f681270132815e2391cb0d5ea1a451d78293985f85. SHA-256 do comentário:cb6541bb7aabebf6dd88b52908f31c9f237bde4c34e0e63e7fdcc96348e8de47.