STJ — 3190057
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 1c901b1667d34cd8763fee8f9e38448e1302a652305c53a41dba79d390dc641a
Origem do registro no STJ
Conjunto de dados oficial do STJ
- Identificador na fonte
- 1458166
- Número de registro na fonte
- 202600730904
- Coleta informada no registro
- 2026-09-19T12:58:02Z
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do
agravo em recurso especial, com fulcro na Súmula n. 182 do STJ, em
razão da ausência de impugnação específica aos fundamentos da
decisão de inadmissibilidade.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em saber se a defesa impugnou
efetivamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso
especial na origem.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A decisão ora agravada deve ser mantida, porquanto o ora
agravante não refutou de forma específica os óbices da Súmula n. 83
do STJ, da Súmula n. 7 do STJ e da não comprovação do dissídio
jurisprudencial, aplicados pelo Tribunal de origem na decisão que
inadmitiu o recurso especial.
4. O óbice referente à Súmula n. 83 do STJ deve ser refutado de
forma específica, com a demonstração da inaplicabilidade dos
precedentes indicados na decisão de admissibilidade ao caso
concreto, mediante a apresentação de julgados contemporâneos ou
supervenientes no mesmo sentido defendido no recurso especial, ou
por meio de distinguishing entre os casos confrontados.
5. A impugnação ao óbice da Súmula n. 7 do STJ não pode ser feita de
forma genérica, com a mera alegação de sua inaplicabilidade, mas
sim, mediante a demonstração de que a tese do recurso especial está
adstrita a fatos incontroversos, considerados no ato decisório
atacado, de modo a permitir uma revaloração jurídica do acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça.
6. O óbice da não comprovação do dissídio jurisprudencial deve ser
refutado na peça do agravo com a demonstração de que as razões do
recurso especial não se limitaram à transcrição de ementas, pois
invocou-se a divergência com cotejo analítico da similitude fática e
conclusão jurídica diversa na interpretação de dispositivo legal.
7. A decisão que inadmite o recurso especial não é composta por
capítulos autônomos, devendo ser impugnada em sua integralidade.
8. É cediço que os fundamentos da decisão que não admite o apelo
nobre devem ser refutados no momento da interposição do agravo em
recurso especial. Assim, eventual impugnação tardia não supre tal
deficiência.
9. A ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão
proferida na origem inviabiliza o conhecimento do seu agravo em
recurso especial, conforme a Súmula n. 182 do STJ, o art. 253,
parágrafo único, I, do RISTJ e o art. 932, III, do CPC.
IV. DISPOSITIVO E TESE
10. Agravo regimental desprovido.
Teses de julgamento: "1. A impugnação da decisão de
inadmissibilidade de recurso especial deve ser específica, concreta
e pormenorizada. 2. A ausência de impugnação adequada dos óbices
invocados impede o conhecimento do agravo em recurso especial,
conforme a Súmula n. 182 do STJ. 3. O óbice referente à Súmula n. 83
do STJ deve ser refutado de forma específica, com a demonstração da
inaplicabilidade dos precedentes indicados na decisão de
admissibilidade ao caso concreto, mediante a apresentação de
julgados contemporâneos ou supervenientes no mesmo sentido defendido
no recurso especial, ou por meio de distinguishing entre os casos
confrontados. 4. A impugnação ao óbice da Súmula n. 7 do STJ não
pode ser feita de forma genérica, com a mera alegação de sua
inaplicabilidade, mas sim, mediante a demonstração de que a tese do
recurso especial está adstrita a fatos incontroversos, considerados
no ato decisório atacado, de modo a permitir uma revaloração
jurídica do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça. 5. O óbice
da não comprovação do dissídio jurisprudencial deve ser refutado na
peça do agravo com a demonstração de que as razões do recurso
especial não se limitaram à transcrição de ementas, pois invocou-se
a divergência com cotejo analítico da similitude fática e conclusão
jurídica diversa na interpretação de dispositivo legal. 6. A decisão
que inadmite o recurso especial não é composta por capítulos
autônomos, devendo ser impugnada em sua integralidade. 7. Os
fundamentos da decisão que não admite o apelo nobre devem ser
refutados no momento da interposição do agravo em recurso especial,
razão pela qual eventual impugnação tardia não supre tal
deficiência".
Dispositivos relevantes citados: CPC, 932, III; CPC, 1.021, § 1º;
RISTJ, 253, parágrafo único, I; STJ, Súmula n. 182.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no REsp n. 2.043.312/ES,
relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em
2/4/2025, DJEN de 8/4/2025; STJ, AgRg no AREsp n. 2.842.628/SP,
relator Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, julgado em 18/3/2025,
DJEN de 28/3/2025; STJ, AgRg no AREsp n. 2.632.127/ES, de minha
relatoria, Quinta Turma, julgado em 22/4/2025, DJEN de 29/4/2025;
STJ, AgRg no AREsp n. 2.663.099/PA, relator Ministro Messod Azulay
Neto, Quinta Turma, julgado em 26/11/2024, DJEN de 9/12/2024; STJ,
AgRg no AREsp n. 2.612.420/MS, relator Ministro Rogerio Schietti
Cruz, Sexta Turma, julgado em 8/10/2024, DJe de 15/10/2024; STJ,
AgRg no AREsp n. 2.096.679/SC, de minha relatoria, Quinta Turma,
julgado em 6/3/2023, DJe de 9/3/2023; STJ, AgRg no REsp n.
1.960.477/MG, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma,
julgado em 28/8/2023, DJe de 30/8/2023; STJ, EREsp n. 1.424.404/SP,
relator Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, julgado em
20/10/2021, DJe de 17/11/2021; STJ, AgRg no AREsp n. 3.174.917/DF,
de minha relatoria, Quinta Turma, julgado em 19/5/2026, DJEN de
25/5/2026; STJ, AgRg no AREsp n. 2.790.756/TO, de minha relatoria,
Quinta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 11/2/2025; STJ, AgRg no
AREsp n. 2.547.981/SC, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro,
Sexta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 10/2/2025.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
Direito processual penal. Agravo regimental. AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL NÃO CONHECIDO. AUSÊNCIA DE Impugnação específica DOS
FUNDAMENTOS DA DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DO APELO NOBRE. SÚMULA
N. 182 DO STJ. MANTIDA. Agravo regimental desprovido.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do
agravo em recurso especial, com fulcro na Súmula n. 182 do STJ, em
razão da ausência de impugnação específica aos fundamentos da
decisão de inadmissibilidade.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em saber se a defesa impugnou
efetivamente os fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso
especial na origem.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. A decisão ora agravada deve ser mantida, porquanto o ora
agravante não refutou de forma específica os óbices da Súmula n. 83
do STJ, da Súmula n. 7 do STJ e da não comprovação do dissídio
jurisprudencial, aplicados pelo Tribunal de origem na decisão que
inadmitiu o recurso especial.
4. O óbice referente à Súmula n. 83 do STJ deve ser refutado de
forma específica, com a demonstração da inaplicabilidade dos
precedentes indicados na decisão de admissibilidade ao caso
concreto, mediante a apresentação de julgados contemporâneos ou
supervenientes no mesmo sentido defendido no recurso especial, ou
por meio de distinguishing entre os casos confrontados.
5. A impugnação ao óbice da Súmula n. 7 do STJ não pode ser feita de
forma genérica, com a mera alegação de sua inaplicabilidade, mas
sim, mediante a demonstração de que a tese do recurso especial está
adstrita a fatos incontroversos, considerados no ato decisório
atacado, de modo a permitir uma revaloração jurídica do acórdão
proferido pelo Tribunal de Justiça.
6. O óbice da não comprovação do dissídio jurisprudencial deve ser
refutado na peça do agravo com a demonstração de que as razões do
recurso especial não se limitaram à transcrição de ementas, pois
invocou-se a divergência com cotejo analítico da similitude fática e
conclusão jurídica diversa na interpretação de dispositivo legal.
7. A decisão que inadmite o recurso especial não é composta por
capítulos autônomos, devendo ser impugnada em sua integralidade.
8. É cediço que os fundamentos da decisão que não admite o apelo
nobre devem ser refutados no momento da interposição do agravo em
recurso especial. Assim, eventual impugnação tardia não supre tal
deficiência.
9. A ausência de impugnação específica dos fundamentos da decisão
proferida na origem inviabiliza o conhecimento do seu agravo em
recurso especial, conforme a Súmula n. 182 do STJ, o art. 253,
parágrafo único, I, do RISTJ e o art. 932, III, do CPC.
IV. DISPOSITIVO E TESE
10. Agravo regimental desprovido.
Teses de julgamento: "1. A impugnação da decisão de
inadmissibilidade de recurso especial deve ser específica, concreta
e pormenorizada. 2. A ausência de impugnação adequada dos óbices
invocados impede o conhecimento do agravo em recurso especial,
conforme a Súmula n. 182 do STJ. 3. O óbice referente à Súmula n. 83
do STJ deve ser refutado de forma específica, com a demonstração da
inaplicabilidade dos precedentes indicados na decisão de
admissibilidade ao caso concreto, mediante a apresentação de
julgados contemporâneos ou supervenientes no mesmo sentido defendido
no recurso especial, ou por meio de distinguishing entre os casos
confrontados. 4. A impugnação ao óbice da Súmula n. 7 do STJ não
pode ser feita de forma genérica, com a mera alegação de sua
inaplicabilidade, mas sim, mediante a demonstração de que a tese do
recurso especial está adstrita a fatos incontroversos, considerados
no ato decisório atacado, de modo a permitir uma revaloração
jurídica do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça. 5. O óbice
da não comprovação do dissídio jurisprudencial deve ser refutado na
peça do agravo com a demonstração de que as razões do recurso
especial não se limitaram à transcrição de ementas, pois invocou-se
a divergência com cotejo analítico da similitude fática e conclusão
jurídica diversa na interpretação de dispositivo legal. 6. A decisão
que inadmite o recurso especial não é composta por capítulos
autônomos, devendo ser impugnada em sua integralidade. 7. Os
fundamentos da decisão que não admite o apelo nobre devem ser
refutados no momento da interposição do agravo em recurso especial,
razão pela qual eventual impugnação tardia não supre tal
deficiência".
Dispositivos relevantes citados: CPC, 932, III; CPC, 1.021, § 1º;
RISTJ, 253, parágrafo único, I; STJ, Súmula n. 182.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no REsp n. 2.043.312/ES,
relator Ministro Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em
2/4/2025, DJEN de 8/4/2025; STJ, AgRg no AREsp n. 2.842.628/SP,
relator Ministro Og Fernandes, Sexta Turma, julgado em 18/3/2025,
DJEN de 28/3/2025; STJ, AgRg no AREsp n. 2.632.127/ES, de minha
relatoria, Quinta Turma, julgado em 22/4/2025, DJEN de 29/4/2025;
STJ, AgRg no AREsp n. 2.663.099/PA, relator Ministro Messod Azulay
Neto, Quinta Turma, julgado em 26/11/2024, DJEN de 9/12/2024; STJ,
AgRg no AREsp n. 2.612.420/MS, relator Ministro Rogerio Schietti
Cruz, Sexta Turma, julgado em 8/10/2024, DJe de 15/10/2024; STJ,
AgRg no AREsp n. 2.096.679/SC, de minha relatoria, Quinta Turma,
julgado em 6/3/2023, DJe de 9/3/2023; STJ, AgRg no REsp n.
1.960.477/MG, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma,
julgado em 28/8/2023, DJe de 30/8/2023; STJ, EREsp n. 1.424.404/SP,
relator Ministro Luis Felipe Salomão, Corte Especial, julgado em
20/10/2021, DJe de 17/11/2021; STJ, AgRg no AREsp n. 3.174.917/DF,
de minha relatoria, Quinta Turma, julgado em 19/5/2026, DJEN de
25/5/2026; STJ, AgRg no AREsp n. 2.790.756/TO, de minha relatoria,
Quinta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 11/2/2025; STJ, AgRg no
AREsp n. 2.547.981/SC, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro,
Sexta Turma, julgado em 4/2/2025, DJEN de 10/2/2025.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em Sessão Virtual de 06/08/2026 a 12/08/2026, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Messod Azulay Neto, Maria Marluce Caldas, Reynaldo
Soares da Fonseca e Ribeiro Dantas votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.
Comentário de Rafael Toledo
Análise autoral de leitura documental, separada do teor oficial.
Neste registro, o processo 3190057 no STJ está identificado por “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL”. Esse é o dado documental disponível para orientar a leitura. O campo de assunto não está informado nesta representação, de modo que não o completo por aproximação com outros processos.
O órgão indicado é “QUINTA TURMA”. Esse vínculo permite localizar a unidade registrada e acompanhar seus atos. A identificação do órgão não informa, por si, o conteúdo de uma decisão ou o acolhimento de um pedido.
A ementa deste acórdão organiza a exposição em “I. CASO EM EXAME”; “II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO”; “III. RAZÕES DE DECIDIR”; “IV. DISPOSITIVO E TESE”. Essa estrutura permite separar a questão apresentada, a fundamentação descrita e o dispositivo. Um trecho isolado precisa ser confrontado com as demais seções do mesmo acórdão.
O registro disponível não contém o inteiro teor do voto. Por isso, este comentário se limita à organização da fonte publicada; argumentos, fatos ou ressalvas ausentes não são reconstruídos como se fossem afirmações do tribunal.
Fonte oficial que sustenta este comentário
Identidade e proveniência do comentário
Autoria: Rafael Toledo. Versão: 2026-10-22.1. SHA-256 da fonte:
1c901b1667d34cd8763fee8f9e38448e1302a652305c53a41dba79d390dc641a. SHA-256 do comentário:09ea0781ac2d07bbc959b68c98bab605145a7921963adb69f0a777498e0b6535.