STJ — 3257997
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 5cee2a2d7eaca15bf1cbf10ebfe9010cda876c40e14cd00cf3b2e66e7ec36010
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Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. O recurso. Agravo regimental interposto contra decisão que
conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial, em ação
penal de furto mediante fraude eletrônica (art. 155, § 4º-B, c/c
art. 29, caput, e art. 71, todos do Código Penal).
2. Fato relevante. A Defesa sustenta: (i) violação ao art. 155 do
Código de Processo Penal, por alegada condenação fundada
exclusivamente em elementos do inquérito; (ii) nulidade por ofensa
ao art. 185 do Código de Processo Penal, com anulação dos atos
posteriores à revelia e reabertura da instrução; e (iii) concessão
de habeas corpus de ofício para afastar a valoração negativa da
culpabilidade na dosimetria.
3. As decisões anteriores. Corte de origem manteve a condenação com
base em conjunto probatório robusto (relatórios de fraudes
bancárias, documentos da instituição financeira, informações de
polícia judiciária, autos de apreensão, laudos periciais, relatório
policial, rastreamento de IP vinculado à lan house utilizada,
ingresso de valores em conta do Recorrente, pagamento de boletos com
recursos da vítima e confirmação por corréus e terceiros da cessão
de contas), assentando que a decisão não se apoiou exclusivamente em
elementos inquisitoriais, mas também em provas judicializadas e
documentos irrepetíveis.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se a pretensão
absolutória demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório,
hipótese vedada pela Súmula 7/STJ.
5. A questão em discussão consiste em saber se há prequestionamento
do art. 185 do Código de Processo Penal, ou se incidem os óbices das
Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal, ante a ausência de
embargos de declaração para suscitar a matéria.
6. A questão em discussão consiste em saber se há interesse recursal
para concessão de habeas corpus de ofício com o objetivo de afastar
a valoração negativa da culpabilidade quando a pena-base está
fixada no mínimo legal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
7. Constata-se conjunto probatório robusto e idôneo a demonstrar
materialidade e autoria do furto mediante fraude eletrônica, com
elementos produzidos sob contraditório e documentos de natureza
irrepetível, afastando a alegação de condenação baseada
exclusivamente em provas inquisitoriais.
8. A revisão do acervo fático-probatório para absolvição, como
pretende a Defesa, demanda revolvimento de provas, o que é vedado em
recurso especial pela Súmula 7/STJ.
9. Inexistente pronunciamento específico da instância de origem
sobre o art. 185 do Código de Processo Penal e ausentes embargos de
declaração para provocar o debate, incidem os óbices das Súmulas 282
e 356 do STF, inviabilizando o conhecimento da matéria.
10. Não há interesse recursal na concessão de habeas corpus de
ofício para decote da culpabilidade quando a pena-base foi fixada no
mínimo legal, tornando inócuo o pleito.
IV. DISPOSITIVO E TESE
11. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento:
1. É inviável, em recurso especial, o revolvimento do conjunto
fático-probatório para absolvição, incidindo a Súmula 7/STJ. 2. O
conhecimento de matéria em recurso especial exige prequestionamento
explícito; a ausência de embargos de declaração para provocar o
debate atrai as Súmulas 282 e 356/STF. 3. Não há interesse recursal
em habeas corpus de ofício para afastar valoração negativa da
culpabilidade quando a pena-base está no mínimo legal. Dispositivos
relevantes citados:
CP, art. 155, § 4º-B; CP, art. 29, caput; CP, art. 71; CPP, art.
155; CPP, art. 185; CPP, art. 386, III e VII; Súmula 7/STJ; Súmula
282/STF; Súmula 356/STF
Jurisprudência relevante citada:
STJ, AgRg no AREsp 2.483.092/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da
Fonseca, Quinta Turma, j. 13.08.2024, DJe 20.08.2024; STJ, AgRg no
REsp 2.042.650/RN, Rel. Min. Daniela Teixeira, Quinta Turma, j.
11.12.2024, DJEN 17.12.2024; STJ, AgRg no AREsp 2.101.054/PR, Rel.
Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, j. 07.02.2023, DJe
14.02.2023.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. FURTO MEDIANTE FRAUDE ELETRÔNICA. MATERIALIDADE E AUTORIA
COMPROVADAS. SÚMULA 7/STJ. PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356/STF.
HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL. AGRAVO
REGIMENTAL IMPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. O recurso. Agravo regimental interposto contra decisão que
conheceu do agravo para não conhecer do recurso especial, em ação
penal de furto mediante fraude eletrônica (art. 155, § 4º-B, c/c
art. 29, caput, e art. 71, todos do Código Penal).
2. Fato relevante. A Defesa sustenta: (i) violação ao art. 155 do
Código de Processo Penal, por alegada condenação fundada
exclusivamente em elementos do inquérito; (ii) nulidade por ofensa
ao art. 185 do Código de Processo Penal, com anulação dos atos
posteriores à revelia e reabertura da instrução; e (iii) concessão
de habeas corpus de ofício para afastar a valoração negativa da
culpabilidade na dosimetria.
3. As decisões anteriores. Corte de origem manteve a condenação com
base em conjunto probatório robusto (relatórios de fraudes
bancárias, documentos da instituição financeira, informações de
polícia judiciária, autos de apreensão, laudos periciais, relatório
policial, rastreamento de IP vinculado à lan house utilizada,
ingresso de valores em conta do Recorrente, pagamento de boletos com
recursos da vítima e confirmação por corréus e terceiros da cessão
de contas), assentando que a decisão não se apoiou exclusivamente em
elementos inquisitoriais, mas também em provas judicializadas e
documentos irrepetíveis.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se a pretensão
absolutória demanda o revolvimento do conjunto fático-probatório,
hipótese vedada pela Súmula 7/STJ.
5. A questão em discussão consiste em saber se há prequestionamento
do art. 185 do Código de Processo Penal, ou se incidem os óbices das
Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal, ante a ausência de
embargos de declaração para suscitar a matéria.
6. A questão em discussão consiste em saber se há interesse recursal
para concessão de habeas corpus de ofício com o objetivo de afastar
a valoração negativa da culpabilidade quando a pena-base está
fixada no mínimo legal.
III. RAZÕES DE DECIDIR
7. Constata-se conjunto probatório robusto e idôneo a demonstrar
materialidade e autoria do furto mediante fraude eletrônica, com
elementos produzidos sob contraditório e documentos de natureza
irrepetível, afastando a alegação de condenação baseada
exclusivamente em provas inquisitoriais.
8. A revisão do acervo fático-probatório para absolvição, como
pretende a Defesa, demanda revolvimento de provas, o que é vedado em
recurso especial pela Súmula 7/STJ.
9. Inexistente pronunciamento específico da instância de origem
sobre o art. 185 do Código de Processo Penal e ausentes embargos de
declaração para provocar o debate, incidem os óbices das Súmulas 282
e 356 do STF, inviabilizando o conhecimento da matéria.
10. Não há interesse recursal na concessão de habeas corpus de
ofício para decote da culpabilidade quando a pena-base foi fixada no
mínimo legal, tornando inócuo o pleito.
IV. DISPOSITIVO E TESE
11. Resultado do Julgamento: Agravo regimental improvido.
Tese de julgamento:
1. É inviável, em recurso especial, o revolvimento do conjunto
fático-probatório para absolvição, incidindo a Súmula 7/STJ. 2. O
conhecimento de matéria em recurso especial exige prequestionamento
explícito; a ausência de embargos de declaração para provocar o
debate atrai as Súmulas 282 e 356/STF. 3. Não há interesse recursal
em habeas corpus de ofício para afastar valoração negativa da
culpabilidade quando a pena-base está no mínimo legal. Dispositivos
relevantes citados:
CP, art. 155, § 4º-B; CP, art. 29, caput; CP, art. 71; CPP, art.
155; CPP, art. 185; CPP, art. 386, III e VII; Súmula 7/STJ; Súmula
282/STF; Súmula 356/STF
Jurisprudência relevante citada:
STJ, AgRg no AREsp 2.483.092/SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da
Fonseca, Quinta Turma, j. 13.08.2024, DJe 20.08.2024; STJ, AgRg no
REsp 2.042.650/RN, Rel. Min. Daniela Teixeira, Quinta Turma, j.
11.12.2024, DJEN 17.12.2024; STJ, AgRg no AREsp 2.101.054/PR, Rel.
Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, j. 07.02.2023, DJe
14.02.2023.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto, Maria
Marluce Caldas e Reynaldo Soares da Fonseca votaram com o Sr.
Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.