STJ — 795103
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: d26dd5c85971d3545e9762e34f48b79fcd155f26aa85dcefad842c5786806975
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Ementa
MANTIDA EM SEDE DE REVISÃO CRIMINAL. ALEGADA NULIDADE DAS BUSCAS
PESSOAL E VEICULAR. INOCORRÊNCIA. FUNDADAS RAZÕES PARA A AÇÃO
POLICIAL. PACIENTE TRANSITANDO EM ALTA VELOCIDADE EM VIA PÚBLICA.
AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
1. Com relação à busca veicular, sabe-se que esta Corte Superior a
equipara à busca pessoal, e o art. 244 do CPP assevera que "a busca
pessoal independerá de mandado, no caso de prisão ou quando houver
fundada suspeita de que a pessoa esteja na posse de arma proibida ou
de objetos ou papéis que constituam corpo de delito, ou quando a
medida for determinada no curso de busca domiciliar (HC 691.441/SP,
Rel. Ministro ANTONIO SALDANHA PALHEIRO, Sexta Turma, julgado em
19/4/2022, DJe de 26/4/2022)
2. Na hipótese, conforme foi consignado pela Corte local,
verifica-se que os policiais não agiram a partir de parâmetros
meramente subjetivos, visto que a apreensão da arma de fogo e
munições (revólver calibre .22 e 13 munições) ocorreu em virtude da
abordagem policial em via pública, após o paciente ter sido avistado
com seu veículo em alta velocidade. Por outro lado, modificar as
premissas fáticas delineados nos autos, demandaria o revolvimento do
material fático/probatório dos autos, o que é vedado na sede
mandamental.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao
agravo regimental.
Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay
Neto e João Batista Moreira (Desembargador convocado do TRF1)
votaram com o Sr. Ministro Relator.