STJ — 1977564
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Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL PENAL. ART. 213, §
1.º DO CÓDIGO PENAL (ESTUPRO MAJORADO). ART. 216-A DO CÓDIGO PENAL
(ASSÉDIO SEXUAL). ART. 217-A DO CÓDIGO PENAL (ESTUPRO DE
VULNERÁVEL). ART. 218-A DO CÓDIGO PENAL (SATISFAÇÃO DE LASCÍVIA
MEDIANTE PRESENÇA DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE) E ART. 218-B DO CÓDIGO
PENAL (FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU DE OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO
DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL). ART. 65 DA LEI DAS
CONTRAVENÇÕES PENAIS. TESES TRAZIDAS SOB ALEGAÇÃO DE OFENSA A
DISPOSITIVO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. DESPROPORCIONALIDADE DAS
PENAS. DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTOS NÃO IMPUGNADOS. SÚMULA N. 182
DO STJ. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. DEFICIÊNCIA RECURSAL. SÚMULA N.
284 DO STF. ABSOLVIÇÃO POR INSUFICIÊNCIA DE PROVAS. REEXAME DE
MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. SÚMULA N. 7 DO STJ. AGRAVO REGIMENTAL
PARCIALMENTE CONHECIDO E, NESSA EXTENSÃO, DESPROVIDO.
1. Ausente a impugnação aos fundamentos da decisão agravada, no
tocante às diversas teses de nulidade, bem assim quanto à alegação
de desproporcionalidade das penas, não comporta conhe cimento o
agravo regimental, em r elação a esses aspectos. Aplicação da Súmula
n. 182 do Superior Tribunal de Justiça.
2. No capítulo do recurso especial em que se pediu a exclusão da
condenação ao pagamento da reparação por danos morais, embora haja
menção a dispositivo de lei federal, em nenhum momento se alegou a
existência de violação ou negativa de vigência, tendo se
desenvolvido as razões recursais nos mesmos moldes de um recurso
dirigido às instâncias ordinárias, o que caracteriza deficiência na
delimitação da controvérsia. Aplicação da Súmula n. 284 do Supremo
Tribunal Federal.
3. A instância pretérita entendeu que as provas eram suficientes
para demonstrar que os Agravantes praticaram os crimes pelos quais
foram condenados na sentença. Para rever a conclusão, seria
necessário o reexame do conjunto fático-probatório e não apenas a
valoração de provas. Assim, a análise do pedido é inviável em
recurso especial, nos termos da Súmula n. 7 do STJ.
4. Valorar provas é dizer se determinado meio probatório é
juridicamente apto para demonstrar a ocorrência de determinado
evento, como, por exemplo, a discussão acerca da possibilidade de
prova exclusivamente testemunhal comprovar a qualificadora do
rompimento de obstáculo no delito de furto. Essa não é a situação
dos autos, em que a pretensão é a de que seja reexaminado o conteúdo
das provas produzidas.
5. Agravo regimental parcialmente conhecido e, nessa extensão,
desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 09/05/2023 a 15/05/2023, por
unanimidade, conhecer parcialmente do recurso, mas lhe negar
provimento, nos termos do voto da Sra. Ministra Laurita Vaz.
Os Srs. Ministros Sebastião Reis Júnior, Rogerio Schietti Cruz,
Antonio Saldanha Palheiro e Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado
do TJDFT) votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Laurita Vaz.