STJ — 2327251
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Ementa
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE REPARAÇÃO POR
DANOS MATERIAIS. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DE DISPOSITIVO OU
TESE. SÚMULAS N. 282 DO STF E 211 DO STJ. 2. VÍCIOS DE CONSTRUÇÃO.
PRAZO DECADENCIAL. INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. SÚMULA 83/STJ. 3.
PRAZO PRESCRICIONAL NÃO IMPLEMENTADO. REVISÃO. SÚMULA 7/STJ. 4.
AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
1. O prequestionamento é exigência inafastável contida na própria
previsão constitucional, impondo-se como um dos principais
pressupostos ao conhecimento do recurso especial - Súmulas n.
282/STF e 211/STJ. Também não é o caso de se considerar a ocorrência
do prequestionamento implícito.
2. Segundo orientação do Superior Tribunal de Justiça, "a pretensão
de natureza indenizatória do consumidor pelos prejuízos decorrente
dos vícios do imóvel não se submete à incidência do prazo
decadencial, mas sim do prazo prescricional" (AgInt no AREsp
1.893.715/SP, Rel. Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma,
julgado em 28/3/2022, DJe 31/3/2022).
2.1. Com efeito, a Corte estadual, aplicando o entendimento deste
Superior Tribunal, concluiu por afastar a alegada preliminar de
decadência em virtude da existência de pleito indenizatório, no qual
há aplicação de prazo prescricional. Incidência da Súmula 83/STJ.
3. Além disso, no caso, insta salientar que, concluindo a Corte
estadual pela inexistência de implementação do prazo prescricional,
descabe a este Tribunal Superior rever o fundamento adotado, uma v
ez que seria necessário o revolvimento de fatos e provas, o que é
vedado pela Súmula 7/STJ.
4. Agravo interno improvido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 29/08/2023 a 04/09/2023,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas
Bôas Cueva e Moura Ribeiro votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.