STJ — 2172158
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 5a9fa05bac4c6b0a05c9fe4ddd5cdf1c2e30fbf78d5ccdf66e4e8342b186b3a9
Registro público original completo (JSON)
Ementa
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA.
ÔNUS DA PROVA. VALORAÇÃO PROBATÓRIA. INTERVENÇÃO. IMPOSSIBILIDADE.
SÚMULA Nº 7/STJ. PLANO DE SAÚDE. PROCEDIMENTO CIRÚRGICO. COBERTURA.
RECUSA INDEVIDA. DANOS MORAIS. CARACTERIZAÇÃO. REVISÃO. SÚMULA Nº
7/STJ. VALOR DA INDENIZAÇÃO. REDUÇÃO. SÚMULA Nº 7/STJ.
1. No caso em apreço, o tribunal de origem formou sua convicção à
luz do acervo probatório dos autos, fundamentando os motivos que
levaram à condenação, de forma que a intervenção desta Corte quanto
à satisfação do ônus probatório e à valoração das provas encontra
óbice na Súmula nº 7/STJ.
2. O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no sentido de
que, ante a conclusão de que houve a recusa indevida de cobertura
pelo plano de saúde, deve ser reconhecido o direito ao recebimento
de indenização por danos morais, pois tal fato agrava a situação de
aflição psicológica e de angústia no espírito do usuário já abalado
e com a saúde debilitada.
3. Na hipótese, o acolhimento da pretensão recursal, de que o plano
de saúde prestou toda a assistência que lhe incumbia e acerca da
inexistência de culpa e de nexo causal entre suas ações e o dano
sofrido pelo beneficiário, demandaria o revolvimento do acervo
fático-probatório dos autos, o que se mostra inviável diante do
disposto na Súmula nº 7/STJ.
4. O Superior Tribunal de Justiça, afastando a incidência da Súmula
nº 7/STJ, tem reexaminado o montante fixado pelas instâncias
ordinárias apenas quando irrisório ou abusivo, circunstâncias
inexistentes no presente caso, em que ficou demonstrada a falha na
prestação de serviços médico-hospitalares que gerou grande
sofrimento ao autor.
5. Agravo interno não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 19/09/2023 a 25/09/2023,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Marco Aurélio
Bellizze e Moura Ribeiro votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.