STJ — 1900387
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: c1a38f28200a898b946c0c0257de800c2513362935a2788c867b8d4d294b9f43
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Ementa
PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO. RAZÕES QUE NÃO ENFRENTAM O
FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. PLANO DE SAÚDE. MEDICAMENTO
REGISTRADO PELA ANVISA. UTILIZAÇÃO FORA DAS INDICAÇÕES PREVISTAS.
RECUSA INDEVIDA. USO "OFF-LABEL". POSSIBILIDADE. SÚMULA 83/STJ. DANO
MORAL CONFIGURADO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ.
1. As razões do agravo interno não enfrentam adequadamente o
fundamento da decisão agravada.
2. A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, no julgamento do
Recurso Especial 1.712.163/SP, submetido à sistemática dos
repetitivos, fixou a tese de que, "após o registro pela ANVISA, a
operadora de plano de saúde não pode recusar o custeio do tratamento
com o fármaco indicado pelo médico responsável pelo beneficiário"
(REsp n. 1.712.163/SP, relator Ministro Moura Ribeiro, Segunda
Seção, DJe de 26/11/2018).
3. Não cabe, em recurso especial, reexaminar matéria
fático-probatória (Súmula 7/STJ).
4. Agravo interno a que se nega provimento.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 22/08/2023 a 28/08/2023, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra.
Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Raul Araújo, Antonio
Carlos Ferreira e Marco Buzzi votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Raul Araújo.