STJ — 1946263
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Ementa
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. IMPUGNAÇÃO DEFICIENTE.
INOBSERVÂNCIA DO COMANDO LEGAL INSERTO NOS ARTS. 932, III, DO
CPC/2015, E 253, PARÁGRAFO ÚNICO, I, DO RISTJ. SÚMULA 182/STJ.
AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
VIOLAÇÃO DOS ARTS. 385 E 492, I, B, DO CPP. HOMICÍDIO. TRIBUNAL DO
JÚRI. PLEITO DE RESTABELECIMENTO DA AGRAVANTE PREVISTA NO ART. 61,
II, F, DO CP. TRIBUNAL QUE DECOTOU A AGRAVANTE POR NÃO ESTAR
DESCRITA NA DENÚNCIA E POR NÃO TER SIDO QUESITADA AOS JURADOS.
DESNECESSIDADE. DEBATE EM PLENÁRIO SUFICIENTE. RECONHECIMENTO PELO
JUIZ TOGADO. PRECEDENTES.
1. Agravo regimental interposto contra a decisão que não conheceu do
agravo em recurso especial da defesa e contra a decisão que deu
provimento ao recurso especial da acusação.
2. A decisão que inadmite o recurso especial na origem não é formada
por capítulos autônomos, mas por um único dispositivo, razão pela
qual deve ser impugnada na sua integralidade, ou seja, em todos os
seus fundamentos (EAREsp n. 831.326/SP, Rel. p/ acórdão Ministro
Luis Felipe Salomão, Corte Especial, DJe 30/11/2018), inclusive de
forma específica, suficiente e pormenorizada (AgRg no AREsp n.
1.234.909/SP, Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe
2/4/2018).
2.1. No caso, a defesa do agravante não impugnou todos os
fundamentos da decisão que inadmitiu o recurso especial na origem.
3. É cediço neste Sodalício que no procedimento do Tribunal do Júri,
após a reforma promovida pela Lei n. 11.689/2008, as agravantes e
atenuantes passaram a ser reconhecidas diretamente pelo juiz togado,
sem necessidade de indagação aos jurados, bastando que sejam
debatidas em plenário.
3.1. No caso, a agravante relativa à coabitação foi sustentada pela
acusação, conforme Ata da Sessão de Julgamento, razão pela qual
correto o restabelecimento de sua incidência.
4. Agravo regimental desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 12/09/2023 a 18/09/2023, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Laurita Vaz, Rogerio Schietti Cruz, Antonio
Saldanha Palheiro e Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do
TJDFT) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento a Sra. Ministra Laurita Vaz.