STJ — 1834330
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 6b647bb55d7438e01ae336a68338e72402224a9ca5190fbdb1c652a4d7b43462
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Ementa
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL - AÇÃO DE CONTRAFAÇÃO - DIREITO
MARCÁRIO - PROPRIEDADE INDUSTRIAL - DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU
PROVIMENTO RECLAMO. INSURGÊNCIA DA DEMANDANTE.
1. A Corte de origem dirimiu a matéria submetida à sua apreciação,
manifestando-se expressamente acerca dos temas necessários à
integral solução da lide, de modo que, ausente qualquer omissão,
contradição ou obscuridade no aresto recorrido, não se verifica a
ofensa ao artigo 1.022 do CPC/15.
2. O propósito da recorrente de infirmar as conclusões do acórdão
recorrido acerca dos documentos juntados com os embargos de
declaração é inviável ante o disposto na Súmula n. 7 do STJ.
3. Consoante a jurisprudência desta Corte Superior, não ofende os
princípios do juiz natural e da perpetuação da jurisdição a
redistribuição de processo pela criação de nova vara especializada
na Comarca com consequente alteração da competência em razão da
matéria. Precedentes.
4. A convicção formada pelo Tribunal de origem acerca da ausência de
contrafação, decorreu da prova pericial e da análise dos elementos
fáticos existentes nos autos, cujo reexame é vedado em âmbito de
recurso especial, ante o óbice da Súmula 7 desta Corte. Precedentes.
5. A análise dos fundamentos que afastaram a alegação de coisa
julgada exige o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o
que se mostra inviável nesta via especial, ante o óbice da Súmula
7/STJ. Precedentes.
6. Agravo interno desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUARTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 24/10/2023 a 30/10/2023, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros João Otávio de Noronha, Raul Araújo, Maria Isabel
Gallotti e Antonio Carlos Ferreira votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Raul Araújo.