Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA. DIFERENÇAS SALARIAIS DOS POLICIAIS CIVIS DO ESTADO DE GOIÁS. LEIS ESTADUAIS 18.419, 18.420 E 18.421, TODAS DE 2014, E 19.122, DE 2015. CONTROVÉRSIA RESOLVIDA, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, À LUZ DOS FATOS DA CAUSA E DA LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO, NA VIA ESPECIAL. PRECEDENTES DO STJ EM CASOS IDÊNTICOS. REQUERIMENTO DE SUSPENSÃO CAUTELAR EM RAZÃO DA AFETAÇÃO DA CONTROVÉRSIA, NA ORIGEM, AO RITO DO INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS. SOBRESTAMENTO QUE SE APLI…
Ementa
ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL.
CUMPRIMENTO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA. DIFERENÇAS SALARIAIS
DOS POLICIAIS CIVIS DO ESTADO DE GOIÁS. LEIS ESTADUAIS 18.419,
18.420 E 18.421, TODAS DE 2014, E 19.122, DE 2015. CONTROVÉRSIA
RESOLVIDA, PELO TRIBUNAL DE ORIGEM, À LUZ DOS FATOS DA CAUSA E DA
LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE REVISÃO, NA VIA ESPECIAL.
PRECEDENTES DO STJ EM CASOS IDÊNTICOS. REQUERIMENTO DE SUSPENSÃO
CAUTELAR EM RAZÃO DA AFETAÇÃO DA CONTROVÉRSIA, NA ORIGEM, AO RITO DO
INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS. SOBRESTAMENTO QUE
SE APLICA APENAS AOS FEITOS EM TRÂMITE PERANTE O TRIBUNAL DE ORIGEM.
PRECEDENTE DO STJ. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO.
I. Agravo interno aviado contra decisão que julgara Recurso Especial
interposto contra acórdão publicado na vigência do CPC/2015.
II. Na origem, trata-se de Cumprimento Individual de Sentença,
proferida na Ação Coletiva 0440990.61.2015.8.09.0051, condenando o
Estado de Goiás ao pagamento do reajuste de 12,33%, previsto nas
Leis 18.419, 18.420 e 18.421/2014. Contra a decisão do Juízo de 1º
Grau, que rejeitara sua Impugnação, o Estado de Goiás interpôs
Agravo de Instrumento, ao qual o Tribunal de origem negou
provimento.
III. O Tribunal de origem, com base no exame dos elementos fáticos
dos autos, consignou que "o pleito limitou-se ao reajuste
inicialmente devido em novembro/2015, e que foi postergado para
dezembro/2016, ou seja, a demanda tratou, expressa e
especificadamente, somente do direito estampado no artigo 1º, inciso
II, das Leis Estaduais ns. 18.419/2014, 18.420/2014 e 18.421/2014,
em suas redações originais. (...) A pretensão exordial, conforme
visto, se limitou tão somente ao reajuste previsto no inciso II do
art. 1º das Leis Estaduais ns. 18.419/2014, 18.420/2014 e
18.421/2014, tendo sido este, aliás, o provimento jurisdicional
fixado na sentença exequenda, se não, vejamos: (...) ao contrário do
que defende a parte credora/recorrida, não houve reconhecimento de
ilegalidade quanto aos reajustes posteriores, cujo lapso temporal
não havia, ainda, sido alcançado por ocasião da vigência da Lei
Estadual n. 19.122/2015. Confira: (...) Ora, a referida pretensão -
reconhecimento da nulidade da alteração dos reajustes estampados nos
incisos III e IV do art. 1º das mencionadas leis - não só não foi
concedida, já que, reitero, sequer fez parte do pedido inicial, como
também foi expressamente afastada pelo douto magistrado
sentenciante, o qual consignou, 'ad argumentandum', que, nestes
casos - alteração antes de alcançado o termo legal - não haveria
direito adquirido. Com efeito, se o reajuste objeto da demanda que
originou o título judicial exequendo fora concedido em
dezembro/2016, não há como reconhecer a existência de efeitos
patrimoniais posteriores a tal data, já que não há provimento
judicial reconhecendo a ilegalidade/inconstitucionalidade dos demais
reajustes postergados". Tal entendimento, firmado pelo Tribunal a
quo, não pode ser revisto, pelo Superior Tribunal de Justiça, por
exigir o reexame da matéria fático-probatória dos autos.
IV. Com efeito, "a desconstituição das premissas fáticas lançadas
pelo acórdão recorrido acerca dos limites da coisa julgada demanda
reexame de matéria de fato, procedimento que, em Recurso Especial,
encontra óbice na Súmula 7/STJ" (STJ, REsp 1.811.234/RJ, Rel.
Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 17/06/2019).
V. Não fora isso, no caso, a alteração das conclusões adotadas pelo
Tribunal a quo, tal como quer a parte ora agravante, demandaria,
além do reexame dos aspectos fáticos, relacionados aos limites da
coisa julgada, a análise sobre direito local, providência também
vedada em sede de Recurso Especial, a teor do óbice da Súmula
280/STF.
VI. Confiram-se, nesse sentido, em casos idênticos, envolvendo o
mesmo título executivo, os seguintes julgados que aplicaram os
mesmos óbices sumulares: STJ, REsp 2.054.680/GO, Rel. Ministra
ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA, DJe de 17/05/2023; REsp
2.054.650/GO, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de
05/06/2023; AgInt no REsp 2.055.984/GO, Rel. Ministro GURGEL DE
FARIA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 16/06/2023. Ainda, as seguintes
decisões monocráticas: STJ, REsp 2.044.502/GO, Rel. Ministro
FRANCISCO FALCÃO, DJe de 15/03/2023; REsp 2.056.595/GO, Rel.
Ministro HUMBERTO MARTINS, DJe de 20/03/2023; REsp 2.056.770/GO,
Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, DJe de 24/03/2023; REsp 2.055.872/GO,
Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, DJe de 30/03/2023; REsp
2.056.798/GO, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, DJe de 27/03/2023;
REsp 2.055.801/GO, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, DJe de
21/03/2023; REsp 2.053.042/GO, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, DJe de
16/03/2023; REsp 2.056.524/GO, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA,
DJe de 03/04/2023.
VII. É firme o entendimento no âmbito desta Corte, no sentido de que
a afetação de controvérsia pelo Tribunal de origem, ao rito do
IRDR, não implica o sobrestamento dos processos em curso no STJ, mas
apenas aqueles em trâmite nos Tribunais de origem (STJ, AgInt no
REsp 2.019.640/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe
de 19/12/2022).
VIII. Agravo interno improvido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 24/10/2023 a 30/10/2023,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto da
Sra. Ministra Relatora.
Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Herman Benjamin e Mauro Campbell
Marques votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(LIMITES DA COISA JULGADA - SÚMULA 7/STJ)
STJ - <<REsp 1811234>>-RJ, <<AgRg no AREsp 10737>>-RJ
(SUSPENSÃO CAUTELAR EM RAZÃO DA AFETAÇÃO DA CONTROVÉRSIA NA ORIGEM -
RITO DO INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS (IRDR) -
SOBRESTAMENTO QUE SE APLICA APENAS AOS FEITOS EM TRÂMITE PERANTE O
TRIBUNAL DE ORIGEM)
STJ - <<AgInt no REsp 2019640>>-RS, {{PET no REsp 2053615}}-GO,
{{PET no REsp 2053582}}-GO
Súmulas mencionadas no registro
Referências legislativas textuais na fonte
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
***** SUM(STJ) SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
SUM:000007
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.