STJ — 2408476
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 3612ece824db496f1ec6610fefdac481e6921df191af99c8a54acda992250496
Registro público original completo (JSON)
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
SERVIDOR MUNICIPAL. PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO. IMPUGNAÇÃO AO
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ACOLHIMENTO INTEGRAL. EXPEDIÇÃO DE RPV.
INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. ERRO GROSSEIRO. PRECEDENTES.
TESE RECURSAL QUE PRETENDE DESCONTITUIR PREMISSA FÁTICA DELIMITADA
PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO
1. Na origem, trata-se de agravo de instrumento interposto contra
decisão que acolheu integralmente a impugnação ao cumprimento de
sentença, homologou os cálculos e determinou a expedição de RPV. O
Tribunal de origem não conheceu do recurso, pois caracterizado o
erro grosseiro na interposição.
2. A jurisprudência deste Tribunal Superior perfilha entendimento no
sentido de que o recurso cabível contra a decisão que homologa os
cálculos, determinando a expedição de RPV ou precatório, encerrando,
portanto, a execução, é o de apelação, constituindo erro grosseiro
a interposição de agravo de instrumento. Precedentes: REsp n.
1.855.034/PA, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma,
julgado em 3/3/2020, DJe de 18/5/2020; e AgInt no REsp n.
1.783.844/MG, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, julgado
em 21/11/2019, DJe de 26/11/2019.
3. A tese recursal defendida pela recorrente no sentido de que houve
o prosseguimento da execução requer a alteração fática do que foi
delimitado pelo Tribunal de origem, visto que expressamente assentou
que o processo executivo não prosseguiria em relação a outro pedido
e, portanto, incabível a interposição de agravo de instrumento
contra a decisão que acolheu integralmente a impugnação ao
cumprimento de sentença, extinguindo o processo executivo. Essa
premissa não pode ser desconstituída em sede de recurso especial, a
teor da vedação contida na Súmula 7/STJ.
4. Agravo interno não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 27/02/2024 a 04/03/2024,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Herman Benjamin e Afrânio Vilela
votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela.