STJ — 1532345
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 670c3a56aa3d7c9255a6963b4340dddaf5d26c8188179cf95c23fe3c468606c0
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Ementa
PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. AMBIENTAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.
DANOS. ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE. RECUPERAÇÃO IN NATURA E
INDENIZAÇÃO. CUMULAÇÃO. POSSIBILIDADE. IRREVERSIBILIDADE DO DANO
COMO CONDIÇÃO DA REPARAÇÃO PECUNIÁRIA. DESCABIMENTO. ANÁLISE
CASUÍSTICA. NECESSIDADE. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS, SEM
EFEITOS MODIFICATIVOS.
1. A jurisprudência desta Corte não exige que o dano ambiental seja
irreversível para a incidência de condenação indenizatória
concomitante à reparação in natura.
2. O que afirmam os precedentes é que a necessidade de dita
indenização deve ser analisada caso a caso, diante das
circunstâncias concretas da lide. Isto é: nem se obriga a incidência
da indenização, nem se restringe sua incidência às hipóteses de
irreversibilidade comprovada dos danos ambientais experimentados.
3. A indenização pode e deve compreender os danos ambientais
transitórios, como os que resultam das restrições à fruição do
patrimônio ambiental íntegro pela existência de danos.
4. Caso concreto em que não só os danos transitórios foram
reconhecidos como expressamente se afirmou a existência de parcela
irrecuperável de danos ambientais.
5. Embargos de declaração acolhidos, sem efeitos modificativos.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, acolher os embargos
de declaração, sem efeitos modificativos, nos termos do voto do Sr.
Ministro-Relator.
Os Srs. Ministros Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães,
Francisco Falcão e Herman Benjamin votaram com o Sr. Ministro
Relator.