STJ — 1977387
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: e0804d1217622168336207164cef7f52ddb27539786defd6b1ae1b222769c16c
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Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. NÃO OCORRÊNCIA. EXECUÇÃO FISCAL. RECONHECIMENTO DA PROCEDÊNCIA DO PEDIDO PELA FAZENDA PÚBLICA. ISENÇÃO DA VERBA HONORÁRIA.
Fundamentos transcritos da ementa — itens numerados pelo STJ
- O acórdão recorrido consignou: "No caso, verifica-se que a União, intimada a apresentar impugnação aos embargos, expressamente reconheceu a ilegitimidade passiva do embargante (Id. 147877593, fls. 164/165), caracterizando-se, destarte, hipótese de descabimento de condenação em honorários advocatícios." (fl. 276, e-STJ.)
- E no julgamento dos aclaratórios asseverou: "O recurso foi julgado na linha de fundamentos que, segundo o entendimento exposto, presidem as questões, que foram motivadamente examinadas e não há base jurídica para a declaração pretendida. Tudo quanto efetivamente posto para discussão foi devidamente analisado, o acórdão pronunciando-se motivadamente no sentido de que 'O artigo 19, §1º, da Lei 10.522/2002, com redação dada pela Lei nº 12.844/2013, expressamente afasta a condenação da Fazenda Pública em honorários advocatícios em caso de reconhecimento inclusive em embargos à execução fiscal e exceções da procedência do pedido, 'de pré-executividade'. Nesse sentido o seguinte precedente do STJ: No mesmo (...) sentido os seguintes precedentes da Corte: No caso, verifica- se que a União, intimada (...) a apresentar impugnação aos embargos, expressamente reconheceu a ilegitimidade passiva do embargante (Id. 147877593, fls. 164/165), caracterizando-se, destarte, hipótese de descabimento de condenação em honorários advocatícios', com suficiente e inequívoca fundamentação das conclusões alcançadas. Eram questões sujeitas a deliberação e foram devidamente tratadas, sendo, portanto, matéria de julgamento estranha ao objeto dos embargos de declaração que a lei instituiu para situações de efetiva obscuridade, contradição ou omissão, no entanto utilizando-se o recurso para questionar o valor das conclusões do acórdão entendendo ser determinante na questão o fato de que 'a União, intimada a apresentar impugnação aos embargos, expressamente reconheceu a ilegitimidade passiva do embargante'. Verifica-se que o Acórdão abordou a causa sob seus fundamentos jurídicos, não havendo que se falar em omissão do julgado porquanto a omissão que justifica a declaração da decisão por via dos embargos não diz respeito à falta de menção explícita de dispositivos legais, mas à não apreciação das questões jurídicas pertinentes. (...) A declaração do julgado pelo motivo de contradição apenas se justifica se há discrepância nas operações lógicas desenvolvidas na decisão, vale dizer, se há dissonância interna e não suposta antinomia entre Acórdão e dispositivos legais ou constitucionais ou precedentes jurisprudenciais que a parte invoca em seu favor. O acórdão não padece de omissão, obscuridade etc e ocorrendo de a parte utilizar, desvirtuando-os, os embargos como se pudessem servir de réplica aos fundamentos da decisão do Tribunal. Observo que não haveria o Acórdão de ser proferido na consideração do que alega o embargante referindo '12 (doze) anos de litígio' etc. porque a pertinência se dava com os embargos à execução e à decisão neles proferida, condenação em verba honorária guardaria relação com os embargos à execução, de modo à conduta da exequente reconhecendo pedido dever ser apurada no tocante ao pedido formulado nos embargos à execução. (...) O acórdão expõe clara e inteligível exegese das questões aduzidas e não padece de quaisquer irregularidades que ensejassem a declaração do julgado. Diante do exposto, rejeito os embargos de declaração." (fls. 334-335, e-STJ.)
- Conforme já mencionado no decisum agravado, não há violação do art. 1.022 do CPC/2015. Não se constata omissão, obscuridade ou contradição no acórdão recorrido capaz de torná-lo nulo, especialmente porque o Tribunal de origem apreciou a demanda de forma clara e precisa, estando bem delineados os motivos e fundamentos que o embasam.
- Não é o órgão julgador obrigado a rebater, um a um, todos os argumentos trazidos pelas partes em defesa da tese que apresentaram. Deve apenas enfrentar a demanda, observando as questões relevantes e imprescindíveis à sua resolução, o que ocorreu no caso dos autos.
- Ademais, não se pode confundir julgamento desfavorável ao interesse da parte com negativa ou ausência de prestação jurisdicional.
- Ao solucionar esta demanda, a Corte Regional expressamente invocou o disposto na regra especial do art. 19, § 1º, da Lei 10.522/2002, com a redação da Lei 12.844/2013.
- No caso concreto, verifico que a sentença extintiva do feito foi proferida quando já estava em vigor a norma do art. 19, § 1º, da Lei 10.522/2002, com a redação da Lei 12.844/2013.
- O acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência do STJ, razão pela qual não merece reparos.
- Agravo Interno não provido.
Trechos literais, sem inferência de tese ou aplicação automática ao caso de terceiros.
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO DO ART. 1.022 DO CPC/2015.
NÃO OCORRÊNCIA. EXECUÇÃO FISCAL. RECONHECIMENTO DA PROCEDÊNCIA DO
PEDIDO PELA FAZENDA PÚBLICA. ISENÇÃO DA VERBA HONORÁRIA.
1. O acórdão recorrido consignou: "No caso, verifica-se que a União,
intimada a apresentar impugnação aos embargos, expressamente
reconheceu a ilegitimidade passiva do embargante (Id. 147877593,
fls. 164/165), caracterizando-se, destarte, hipótese de descabimento
de condenação em honorários advocatícios." (fl. 276, e-STJ.)
2. E no julgamento dos aclaratórios asseverou: "O recurso foi
julgado na linha de fundamentos que, segundo o entendimento exposto,
presidem as questões, que foram motivadamente examinadas e não há
base jurídica para a declaração pretendida. Tudo quanto efetivamente
posto para discussão foi devidamente analisado, o acórdão
pronunciando-se motivadamente no sentido de que 'O artigo 19, §1º,
da Lei 10.522/2002, com redação dada pela Lei nº 12.844/2013,
expressamente afasta a condenação da Fazenda Pública em honorários
advocatícios em caso de reconhecimento inclusive em embargos à
execução fiscal e exceções da procedência do pedido, 'de
pré-executividade'. Nesse sentido o seguinte precedente do STJ: No
mesmo (...) sentido os seguintes precedentes da Corte: No caso,
verifica- se que a União, intimada (...) a apresentar impugnação aos
embargos, expressamente reconheceu a ilegitimidade passiva do
embargante (Id. 147877593, fls. 164/165), caracterizando-se,
destarte, hipótese de descabimento de condenação em honorários
advocatícios', com suficiente e inequívoca fundamentação das
conclusões alcançadas. Eram questões sujeitas a deliberação e foram
devidamente tratadas, sendo, portanto, matéria de julgamento
estranha ao objeto dos embargos de declaração que a lei instituiu
para situações de efetiva obscuridade, contradição ou omissão, no
entanto utilizando-se o recurso para questionar o valor das
conclusões do acórdão entendendo ser determinante na questão o fato
de que 'a União, intimada a apresentar impugnação aos embargos,
expressamente reconheceu a ilegitimidade passiva do embargante'.
Verifica-se que o Acórdão abordou a causa sob seus fundamentos
jurídicos, não havendo que se falar em omissão do julgado porquanto
a omissão que justifica a declaração da decisão por via dos embargos
não diz respeito à falta de menção explícita de dispositivos legais,
mas à não apreciação das questões jurídicas pertinentes. (...) A
declaração do julgado pelo motivo de contradição apenas se justifica
se há discrepância nas operações lógicas desenvolvidas na decisão,
vale dizer, se há dissonância interna e não suposta antinomia entre
Acórdão e dispositivos legais ou constitucionais ou precedentes
jurisprudenciais que a parte invoca em seu favor. O acórdão não
padece de omissão, obscuridade etc e ocorrendo de a parte utilizar,
desvirtuando-os, os embargos como se pudessem servir de réplica aos
fundamentos da decisão do Tribunal. Observo que não haveria o
Acórdão de ser proferido na consideração do que alega o embargante
referindo '12 (doze) anos de litígio' etc. porque a pertinência se
dava com os embargos à execução e à decisão neles proferida,
condenação em verba honorária guardaria relação com os embargos à
execução, de modo à conduta da exequente reconhecendo pedido dever
ser apurada no tocante ao pedido formulado nos embargos à execução.
(...) O acórdão expõe clara e inteligível exegese das questões
aduzidas e não padece de quaisquer irregularidades que ensejassem a
declaração do julgado. Diante do exposto, rejeito os embargos de
declaração." (fls. 334-335, e-STJ.)
3. Conforme já mencionado no decisum agravado, não há violação do
art. 1.022 do CPC/2015. Não se constata omissão, obscuridade ou
contradição no acórdão recorrido capaz de torná-lo nulo,
especialmente porque o Tribunal de origem apreciou a demanda de
forma clara e precisa, estando bem delineados os motivos e
fundamentos que o embasam.
4. Não é o órgão julgador obrigado a rebater, um a um, todos os
argumentos trazidos pelas partes em defesa da tese que apresentaram.
Deve apenas enfrentar a demanda, observando as questões relevantes e
imprescindíveis à sua resolução, o que ocorreu no caso dos autos.
5. Ademais, não se pode confundir julgamento desfavorável ao
interesse da parte com negativa ou ausência de prestação
jurisdicional.
6. Ao solucionar esta demanda, a Corte Regional expressamente
invocou o disposto na regra especial do art. 19, § 1º, da Lei
10.522/2002, com a redação da Lei 12.844/2013.
7. No caso concreto, verifico que a sentença extintiva do feito foi
proferida quando já estava em vigor a norma do art. 19, § 1º, da Lei
10.522/2002, com a redação da Lei 12.844/2013.
8. O acórdão recorrido está em sintonia com a jurisprudência do STJ,
razão pela qual não merece reparos.
9. Agravo Interno não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de
Justiça, em sessão virtual de 24/05/2022 a 30/05/2022, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Francisco Falcão, Og Fernandes, Mauro Campbell
Marques e Assusete Magalhães votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Mauro Campbell Marques.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.