Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MULTA ADMINISTRATIVA. INFRAÇÃO COMETIDA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE SAÚDE SUPLEMENTAR. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE AFASTADA. VÍCIO NO PROCEDIMENTO NÃO CONSTATADO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. NECESSIDADE DE REVOLVIMENTO DE MATERIAL FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ. ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DO STJ. MANUTENÇÃO DA DECISÃO RECORRIDA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. I - Na origem, trata-se ação de embargos à execução objetivando tutela jurisdicional da pretensão de nulidade da cobrança dos débitos inscritos na CDAs n. 4.002.000550/17-08, n. 4.002.00551/17-62, n. 4.002.00551/17-62 e n. 4…
Ementa
PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. MULTA ADMINISTRATIVA.
INFRAÇÃO COMETIDA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE SAÚDE SUPLEMENTAR.
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE AFASTADA. VÍCIO NO PROCEDIMENTO NÃO
CONSTATADO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO RECORRIDO. NECESSIDADE DE
REVOLVIMENTO DE MATERIAL FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA N. 7/STJ.
ACÓRDÃO EM CONSONÂNCIA COM O ENTENDIMENTO DO STJ. MANUTENÇÃO DA
DECISÃO RECORRIDA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
I - Na origem, trata-se ação de embargos à execução objetivando
tutela jurisdicional da pretensão de nulidade da cobrança dos
débitos inscritos na CDAs n. 4.002.000550/17-08, n.
4.002.00551/17-62, n. 4.002.00551/17-62 e n. 4.002.00551/17-62,
lavrados nos Processos Administrativos n. 25780.005631/2010-96, n.
25773.009887/2012-23, n. 25780.008043/2014-38 e n.
25783.018595/2011-81, respectivamente, para apurar pretensas
infrações cometidas pela operadora embargante na saúde suplementar,
consistentes em negativa de procedimentos médicos. A sentença julgou
o pedido improcedente. No Tribunal a quo, a apelação foi provida
parcialmente para julgar parcialmente procedentes os embargos do
devedor, acolhendo o excesso de execução apontado referente ao
cálculo da multa de mora.
II - Em relação à alegada violação do art. 1.022, II, do CPC de
2015, não se vê pertinência na alegação, tendo o julgador dirimido a
controvérsia tal qual lhe fora apresentada, em decisão devidamente
fundamentada, sendo a irresignação da operadora de saúde recorrente
evidentemente limitada ao fato de estar diante de decisão contrária
a seus interesses, o que não viabiliza o referido recurso
declaratório. Nesse sentido: AgInt no REsp n. 1.643.573/RS, relator
Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 8/11/2018, DJe
16/11/2018 e AgInt no REsp n. 1.719.870/RS, relatora Ministra Nancy
Andrighi, Terceira Turma, julgado em 24/9/2018, DJe 26/9/2018.
III - Quanto à alegada violação dos arts. 1º, § 1º e II, 2º, da Lei
n. 9.873/1999, relacionada à alegação de prescrição da pretensão
punitiva relativa ao Processo Administrativo n.
25780.005631-2010-96, o recurso é inviável, assim porque chegar a
entendimento diverso, in casu, demandaria revolvimento
fático-probatório inviável em recurso especial ante o óbice da
Súmula n. 7/STJ. Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.716.010/RJ,
relator Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em
25/9/2023, DJe de 28/9/2023 e AgInt no AREsp n. 1.351.060/RJ,
relatora Ministra Assusete Magalhães, Segunda Turma, julgado em
25/6/2019, DJe de 28/6/2019.
IV - No que concerne à alegada violação do art. 37-A da Lei n.
10.522/2002, do art. 61 da Lei n. 9.430/1996, e dos arts. 1º, 2º e
3º do Decreto-Lei n. 1.736/1979, sem razão a operadora recorrente,
encontrando-se o aresto recorrido em consonância com o entendimento
firmado nesta Corte Superior, no sentido de que "a interposição do
recurso administrativo apenas pode ensejar a suspensão da
exigibilidade da multa administrativa, mas não interfere no termo
inicial dos encargos da mora, os quais incidem a partir do primeiro
dia subsequente ao vencimento do prazo previsto para pagamento do
crédito". Nesse sentido: AgInt no AREsp n. 1.716.010/RJ, relator
Ministro Sérgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 25/9/2023, DJe de
28/9/2023, AgInt no REsp n. 1.638.268/MG, relator Ministro Mauro
Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 21/2/2017, DJe de
1/3/2017 e REsp n. 1.411.979/RS, relator Ministro Herman Benjamin,
Segunda Turma, julgado em 2/6/2015, DJe de 5/8/2015.
V - Agravo interno improvido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 11/06/2024 a 17/06/2024,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Herman Benjamin, Mauro Campbell Marques, Teodoro
Silva Santos e Afrânio Vilela votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Afrânio Vilela.
Jurisprudência citada no registro do STJ
(PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA - REEXAME DE FATOS E PROVAS)
STJ - <<AgInt no AREsp 1716010>>-RJ,
<<AgInt no AREsp 1351060>>-RJ
(RECURSO ADMINISTRATIVO - ENCARGOS DA MORA - TERMO INICIAL -
VENCIMENTO DO PRAZO)
STJ - <<AgInt no REsp 1638268>>-MG, <<REsp 1411979>>-RS,
<<AgInt no AREsp 1716010>>-RJ,
{{AgInt no AREsp 1705876}}-PR
Súmulas mencionadas no registro
Referências legislativas textuais na fonte
- LEG:FED SUM:****** ANO:****
***** SUM(STJ) SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
SUM:000007
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.