Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Assunto e questão jurídica conforme a ementa oficial
EMENTAPROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. LESÃO CORPORAL CONTRA A MULHER EM CONTEXTO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO. PROVAS SUFICIENTES E IDÔNEAS. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DO ÓBICE DA SÚMULA N. 7 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.1. A defesa pretende a absolvição do réu por insuficiência probatória quanto à autoria e à materialidade da prática do delito tipificado no art. 129, § 13º, do Código Penal - CP, c/c art. 5º da Lei nº 11.340/2006, ao fundamento de que a vítima não foi ouvida em juízo, de que as testemunhas são indiretas e de que o laudo per…
Ementa
EMENTAPROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. LESÃO CORPORAL CONTRA A MULHER EM CONTEXTO DE VIOLÊNCIA
DOMÉSTICA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO. PROVAS SUFICIENTES E IDÔNEAS.
REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DO ÓBICE DA SÚMULA N. 7
DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. AGRAVO REGIMENTAL
DESPROVIDO.1. A defesa pretende a absolvição do réu por
insuficiência probatória quanto à autoria e à materialidade da
prática do delito tipificado no art. 129, § 13º, do Código Penal -
CP, c/c art. 5º da Lei nº 11.340/2006, ao fundamento de que a vítima
não foi ouvida em juízo, de que as testemunhas são indiretas e de
que o laudo pericial não apresenta a dinâmica dos fatos.2. Conforme
consignado na decisão agravada, o Tribunal de origem destacou que as
declarações da ofendida, em solo policial, restaram devidamente
corroboradas pelos depoimentos judiciais dos policiais, da vizinha
da vítima, bem como pelo laudo pericial indicativo das lesões
sofridas por ela. Além disso, asseverou-se que a versão exculpatória
do réu restou isolada nos autos e, inclusive, contraditória ao longo
da persecução penal.3. De outro lado, nota-se que, ainda que a
vítima não tenha comparecido na audiência de instrução, as suas
declarações extrajudiciais foram devidamente amparadas por provas
judicializadas (depoimentos das testemunhas) e por prova não
repetível (exame pericial).4. Reitero que os depoimentos das
testemunhas - policiais e vizinha - não são de "ouvir dizer", como
alega a defesa. O fato de não terem presenciado o fato principal não
as qualifica como testemunhas indiretas, mas, sim, testemunhas
diretas de fatos posteriores ao crime, aptas a corroborarem o
ocorrido. Nesse sentido, os policiais relataram ter encontrado a
vítima lesionada e ensanguentada, logo após o crime, tendo ela
apontado o acusado como autor das lesões. Ainda, o policial, em
juízo, afirmou ter visto sangue na residência em que coabitavam o
réu e a ofendida. A vizinha, por sua vez, noticiou que a vítima foi
à sua casa e pediu um pano para usar no caminho até a UPA.5. Diante
desse cenário, nos termos do acórdão recorrido, a prática delitiva
restou comprovada por conjunto probatório suficiente e idôneo, de
maneira que, para entender de modo diverso, ou seja, pela absolvição
por insuficiência probatória, seria necessário rever as
circunstâncias fáticas e as provas constantes nos autos, providência
vedada pela Súmula n. 7 do STJ. Precedentes.6. Agravo regimental
desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Messod
Azulay Neto e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.