STJ — 2115230
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 9a44ead760acc14b417cac125510606fd3d6a470e980905ea1cb4c7a0ade4ba6
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Ementa
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA. DEPÓSITO JUDICIAL. CONTA BANCÁRIA REMUNERADA. DÉBITO
EXEQUENDO. ENCARGOS DA MORA. INCIDÊNCIA. BIS IN IDEM. NÃO
OCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO. ENTENDIMENTO DESTA CORTE.
CONSONÂNCIA. SÚMULA Nº 568/STJ. FATOS E PROVAS. SÚMULA Nº 7/STJ.
1. Não configura bis in idem a cobrança simultânea de juros
remuneratórios pelo banco depositário e de juros moratórios pelo
devedor, considerando que ambos os encargos possuem natureza e
finalidades distintas. Precedente da Corte Especial.
2. Estando o acórdão recorrido em consonância com o entendimento do
Superior Tribunal de Justiça, correta a aplicação da Súmula nº 568
desta Corte.
3. Na hipótese, rever a conclusão do tribunal local de que deve
prevalecer a metodologia de cálculo consignada pelo perito, tendo
em vista a ausência de previsão na sentença e no acórdão quanto à
metodologia a ser adotada na liquidação, demandaria o reexame do
conjunto fático-probatório dos autos, o que esbarra na Súmula nº
7/STJ.
4. Agravo interno não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em sessão virtual de 27/08/2024 a 02/09/2024,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Marco Aurélio
Bellizze e Moura Ribeiro votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.