STJ — 643083
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 07716d8ed1dd9e6962c3f4cd13a867037e57e73288129ccdc7987255697b2c9c
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Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. ORGANIZAÇÃO
CRIMINOSA. NOVOS ARGUMENTOS PARA DESCONSTITUIR O DECISUM UNIPESSOAL.
AUSÊNCIA. VARAS ESPECIALIZADAS. COMPETÊNCIA RELATIVA. INÉPCIA DA
DENÚNCIA. SENTENÇA SUPERVENIENTE. AGRAVO NÃO PROVIDO.
1. É assente nesta Corte Superior que o agravo regimental deve
trazer novos argumentos capazes de infirmar a decisão agravada, sob
pena de manutenção do decisum pelos próprios fundamentos.
2. De acordo com a jurisprudência desta Casa, a não observância da
regra da competência, no caso territorial em razão da matéria,
atinente à especialização de Varas, não gera a nulidade automática
do feito, porquanto se trata de nulidade relativa, de modo que é
possível ao Juízo a convalidação dos atos praticados, inclusive os
decisórios.
3. Não há inépcia da denúncia, se a respectiva peça e o seu
aditamento expõem o fato criminoso, suas circunstâncias, qualificam
o acusado e classificam o crime, de modo a possibilitar o pleno
exercício do contraditório e da ampla defesa, nos termos do art. 41
do CPP.
4. Com a prolação do decisum condenatório, esvai-se a análise do
pretendido reconhecimento de inépcia da denúncia. Se, depois de toda
a avaliação do conjunto fático-probatório amealhado aos autos ao
longo da instrução, houve um pronunciamento sobre o próprio mérito
da persecução penal, depreende-se, ipso facto, a plena aptidão da
inicial acusatória.
5. Agravo não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas,
acordam os Ministros da Sexta Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Sr. Ministro
Relator.
Os Srs. Ministros Antonio Saldanha Palheiro, Olindo Menezes
(Desembargador Convocado do TRF 1ª Região), Laurita Vaz e Sebastião
Reis Júnior votaram com o Sr. Ministro Relator.