STJ — 902931
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 96b0a385e7bcbe72895d3bc8c51ccdd336e296cde455b2abec49be08aa6df2bd
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Ementa
PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS.
HOMICÍDIO QUALIFICADO. NULIDADE. QUEBRA DA INCOMUNICABILIDADE ENTRE
OS JURADOS. INOCORRÊNCIA. DECISÃO MANIFESTAMENTE CONTRÁRIA ÀS PROVAS
DOS AUTOS NÃO VERIFICADA. ACOLHIMENTO DE UMA DAS TESES DEBATIDAS EM
PLENÁRIO. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. DECISÃO MANTIDA POR
SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO NÃO PROVIDO.
1. Não verifico elementos suficientes para reconsiderar a decisão
proferida, cuja conclusão mantenho pelos seus próprios fundamentos.
2. Da análise dos registros de áudio e vídeo indicados à e-STJ fl.
217, não se identifica a alegada quebra da incomunicabilidade entre
os jurados.
3. O princípio da soberania dos veredictos é basilar, de modo que,
ausente manifesta ilegalidade, não se pode retirar dos jurados a
possibilidade de decidir o caso concreto, de acordo com as provas
apresentadas pela acusação e pela defesa.
4. Os jurados escolheram uma das teses que possui amparo nos
elementos de informação e provas, não cabendo a incursão
pormenorizada nessa seara, sob pena de incorrer em revolvimento
fático-probatório. Precedentes.
5. Reforço a impossibilidade de conhecimento do habeas corpus
substitutivo, bem como que não há na hipótese flagrante ilegalidade
apta a justificar a concessão de ofício da ordem.
Nesse aspecto, o acórdão atacado não padece de teratologia.
6. Para superar as conclusões alcançadas na origem e chegar às
pretensões apresentadas pela parte, é imprescindível a reanálise do
acervo fático-probatório dos autos, o que impede a atuação
excepcional desta Corte.
7. Agravo regimental não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e
Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Joel Ilan Paciornik.