STJ — 198263
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 54ca6ed721fa01a6fb34c468a6d40d3541be06aa602190bba3268f8a9c2caf31
Registro público original completo (JSON)
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL.
ARTS. 33 E 35, AMBOS C/C O ART. 40, INCISOS III E IV, DA LEI N.
11.343/2006. PRISÃO PREVENTIVA. ESPECIAL GRAVIDADE DA CONDUTA.
NECESSIDADE DE INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES DO GRUPO CRIMINOSO.
GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. MEDIDAS CAUTELARES
DIVERSAS. INSUFICIÊNCIA. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS.
IRRELEVÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
1. Hipótese em que a decretação da prisão preventiva está
suficientemente fundamentada para a garantia da ordem pública, ante
a especial gravidade e a reprovabilidade da conduta, evidenciada
pelo modus operandi do delito ? o agravante supostamente atua no
tráfico ilícito de drogas e comércio ilícito de armas de fogo e
munições, com a função de gerente responsável pela distribuição,
cobrança e finança, em grupo criminoso estruturado sob o comando de
seu irmão (que chefia a associação do interior do estabelecimento
prisional em que se encontra recolhido).
2. Aplicável também ao caso, mutatis mutandis, o entendimento do
Supremo Tribunal Federal no sentido de que é justificada a
decretação da medida cautelar extrema diante da necessidade de
interromper ou diminuir a atuação de organização criminosa.
3. Tendo sido concretamente demonstrada nos autos a necessidade da
custódia, não se apresenta suficiente a aplicação de medidas
cautelares mais brandas, nos termos do art. 282, inciso II, do
Código de Processo Penal.
4. A suposta existência de condições pessoais favoráveis, por si
só, não assegura a desconstituição da custódia antecipada caso
estejam presentes os requisitos autorizadores da prisão cautelar,
como ocorre no caso.
5. Agravo regimental não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 17/09/2024 a 23/09/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Sebastião Reis Júnior, Rogerio
Schietti Cruz e Antonio Saldanha Palheiro votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.