STJ — 202323
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 432b9aeed6dc5cf346e2ca5c356e040f5dc170dae8b53a0659f1fca389540db9
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Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. IMPUGNAÇÃO
DEFENSIVA. PRISÃO DOMICILIAR. PAI DE MENOR DE 12 ANOS. GENITORA
FALECIDA. IMPOSSIBILIDADE. IMPRESCINDÍVEL A COMPROVAÇÃO DE QUE O PAI
É O ÚNICO RESPONSÁVEL. NÃO BASTA A CERTIDÃO DE ÓBITO E COMPROVAÇÃO
DA PATERNIDADE. RECURSO IMPROVIDO.
1- [...] A jurisprudência desta Corte firmou entendimento de que,
embora todo pai seja indispensável à criação de seus filhos, o
benefício previsto no art. 318, inciso VI, do Código de Processo
Penal não possui aplicação automática, sendo necessário que o homem
comprove ser o único responsável pelos cuidados do filho de até 12
(doze) anos de idade incompletos, o que não ocorreu no caso concreto
(AgRg no HC n.
822.761/RJ, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, julgado em
2/10/2023, DJe de 5/10/2023.) [...] (E Dcl no HC n. 852.999/MS,
relator Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT),
Sexta Turma, julgado em 11/3/2024, DJe de 14/3/2024.).
2- No caso, a certidão de óbito da mãe não basta para comprovar a
indispensabilidade dos cuidados do pai para com a criança, e nem
sequer há comprovação sobre o comportamento do recorrente no
decorrer de toda a execução penal.
3- Agravo Regimental não provido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 17/09/2024 a 23/09/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay
Neto e Daniela Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.