STJ — 935443
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: edaa17cd426d46979704dd9b3d1595cfe7a142e1ae11c0b79e1fdd3c852e5706
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que indeferiu
liminarmente a petição inicial de habeas corpus, por meio do qual se
pretendia a alteração do regime de cumprimento da pena,
argumentando que, por ser réu primário, teria direito ao regime
inicial aberto.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há duas questões em discussão: (i) definir se o Superior Tribunal
de Justiça tem competência para o exame de habeas corpus
substitutivo de revisão criminal; e (ii) estabelecer se houve erro
na fixação do regime prisional, considerando que não se trata de réu
reincidente.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Não sendo o Superior Tribunal de Justiça competente para o
julgamento da revisão criminal, consequentemente, não possui
competência para o julgamento do habeas corpus substitutivo do
pedido revisional.
4. A condenação no Processo n. 0033833-60.2015.8.13.0708 foi
utilizada para valorar negativamente os antecedentes do agravante,
não para caracterizar reincidência.
5. A reincidência foi corretamente reconhecida com base na Ação
Penal n. 0708060018141-7, o que justifica a fixação do regime
inicial semiaberto.
6. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça admite a
consideração de crime anterior ao fato em julgamento com trânsito em
julgado posterior como maus antecedentes.
7. Tratando-se de réu reincidente e com maus antecedentes, a fixação
do regime semiaberto já lhe favorece.
IV. DISPOSITIVO E TESE
8. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento: 1. Incompetência do Superior Tribunal de Justiça
para o julgamento do writ. 2. Ainda que a pena seja inferior a 4
anos, o regime mais gravoso encontra fundamento nos maus
antecedentes e na reincidência do réu.
Dispositivos relevantes citados: Súmula 269/STJ.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 865.320/SP, rel.
Min. Daniela Teixeira, julgado em 12/8/2024, DJe de 15/8/2024.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CONDENAÇÃO
TRANSITADA EM JULGADO. VIA ELEITA INADEQUADA. PENA INFERIOR A 4
ANOS. REGIME DE CUMPRIMENTO. MAUS ANTECEDENTES E REINCIDÊNCIA.
REGIME SEMIABERTO. AUSÊNCIA DE LEGALIDADE FLAGRANTE. DECISÃO
MANTIDA.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto contra decisão que indeferiu
liminarmente a petição inicial de habeas corpus, por meio do qual se
pretendia a alteração do regime de cumprimento da pena,
argumentando que, por ser réu primário, teria direito ao regime
inicial aberto.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há duas questões em discussão: (i) definir se o Superior Tribunal
de Justiça tem competência para o exame de habeas corpus
substitutivo de revisão criminal; e (ii) estabelecer se houve erro
na fixação do regime prisional, considerando que não se trata de réu
reincidente.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Não sendo o Superior Tribunal de Justiça competente para o
julgamento da revisão criminal, consequentemente, não possui
competência para o julgamento do habeas corpus substitutivo do
pedido revisional.
4. A condenação no Processo n. 0033833-60.2015.8.13.0708 foi
utilizada para valorar negativamente os antecedentes do agravante,
não para caracterizar reincidência.
5. A reincidência foi corretamente reconhecida com base na Ação
Penal n. 0708060018141-7, o que justifica a fixação do regime
inicial semiaberto.
6. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça admite a
consideração de crime anterior ao fato em julgamento com trânsito em
julgado posterior como maus antecedentes.
7. Tratando-se de réu reincidente e com maus antecedentes, a fixação
do regime semiaberto já lhe favorece.
IV. DISPOSITIVO E TESE
8. Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento: 1. Incompetência do Superior Tribunal de Justiça
para o julgamento do writ. 2. Ainda que a pena seja inferior a 4
anos, o regime mais gravoso encontra fundamento nos maus
antecedentes e na reincidência do réu.
Dispositivos relevantes citados: Súmula 269/STJ.
Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 865.320/SP, rel.
Min. Daniela Teixeira, julgado em 12/8/2024, DJe de 15/8/2024.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em sessão virtual de 24/09/2024 a 30/09/2024, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Rogerio Schietti Cruz, Antonio
Saldanha Palheiro e Otávio de Almeida Toledo (Desembargador
Convocado do TJSP) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.