STJ — 953097
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 47fe8fd575d80014e435c7bdd8833b143c1b6c9c7fb49cd6fa9fe6ae32dc5933
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Ementa
AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. CRIME DE TRÁFICO DE DROGAS.
CONDENAÇÃO NO REGIME SEMIABERTO. PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA.
DESCUMPRIMENTO DE MEDIDAS CAUTELARES. RÉU ATUALMENTE FORAGIDO.
NECESSIDADE DE ASSEGURAR A APLICAÇÃO FUTURA DA LEI PENAL. AUSÊNCIA
DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA
PROVIMENTO.
1. Com efeito, "[e]mbora o Supremo Tribunal Federal tenha firmado o
entendimento de que a prisão preventiva é incompatível com a fixação
do regime inicial semiaberto, tal regra comporta exceções (...).
Precedentes". (AgRg no HC 223529, Rel. Ministro Edson Fachin,
Segunda Turma, DJE 19/4/2023).
2. No caso, o paciente teve a prisão preventiva revogada por decisão
proferida em habeas corpus no dia 30/11/2022. Porém, teria
descumprido as medidas cautelares imposta, razão pela qual foi
novamente decretada a prisão pelo juízo singular e mantida pelo
Tribunal estadual, porquanto, atualmente, o paciente se encontra
foragido, condição que justifica a medida para assegurar a aplicação
futura da lei penal. Ausência de constrangimento ilegal. Julgados
do STJ.
3. Agravo regimental a que se nega provimento.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Daniela
Teixeira votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Ribeiro Dantas.