STJ — 202770
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: b157a02cbf2870284ed5b9b3f35f3ba67049976a08a39f738ea42049956d72cf
Registro público original completo (JSON)
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. FURTO
QUALIFICADO E ESTELIONATO. PRISÃO PREVENTIVA. FUNDAMENTAÇÃO
INIDÔNEA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. DECISÃO MANTIDA.
AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado da
Bahia contra decisão que deu provimento ao recurso em habeas corpus
para revogar a prisão preventiva do agravado, ficando o Juízo
singular autorizado a fixar as medidas cautelares diversas da prisão
que entender suficientes, necessárias e adequadas, nos termos dos
artigos 282 e 319 do Código de Processo Penal.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. A questão em discussão consiste em verificar a legalidade e a
necessidade da manutenção da prisão preventiva do agravado.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Considerando os elementos individualizados do caso concreto sob
julgamento, revela-se desproporcional e injustificada a manutenção
da prisão cautelar do agravado.
4. A jurisprudência do STJ estabelece que a não localização do réu
para citação pessoal não equivale a fuga e não pode ser o único
fundamento para a prisão preventiva.
IV. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA, por unanimidade,
negar provimento ao recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra
Relatora.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel
Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra
Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.