STJ — 709762
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: b3f8cdd2badea727d70b379b73e3d01cbee9cedc6dfc27b4a0d11f5d2a32bb10
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Ementa
PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ESTUPRO DE VULNERÁVEL.
REVISÃO CRIMINAL. RETRATAÇÃO DA VÍTIMA. DISSINTONIA. ELEMENTOS
EXISTENTES NOS AUTOS. CONDENAÇÃO MANTIDA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO.
REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE.
1. A jurisprudência desta Corte Superior consolidou-se no sentido de
que não se admite o revolvimento do material fático-probatório em
habeas corpus, haja vista os estreitos limites de cognição do
remédio constitucional.
2. No caso, tendo o Tribunal de origem no julgamento da revisão
criminal concluído de forma fundamentada, que a retratação da vítima
em sede de justificação judicial não se mostrou hábil a derruir a
sentença condenatória, porquanto verificada a sua dissintonia com os
demais elementos existentes nos autos, a análise das alegações
concernentes ao pleito de absolvição demandaria o necessário reexame
aprofundado dos fatos e das provas, inviável no writ.
3. Agravo regimental desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos, relatados e discutidos os autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal
de Justiça, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental
nos termos do voto do Sr. Ministro Relator. Os Srs. Ministros Olindo
Menezes (Des. Convocado do TRF 1ª Região), Laurita Vaz, Sebastião
Reis Júnior e Rogerio Schietti Cruz votaram com o Sr. Ministro
Relator.