STJ — 891390
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 30385f5c139ad7ec11561b5792e7d0d02ab22754d9ffe9d252ff01278a084b5c
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Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. Habeas corpus impetrado como substitutivo de revisão criminal,
visando à revisão da dosimetria da pena imposta ao paciente,
condenado pelo crime de roubo majorado. Alega-se que o Tribunal a
quo adotou fração de aumento para a pena-base desproporcional e que
houve reformatio in pejus no julgamento da apelação.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há duas questões em discussão: (i) se a pena-base fixada com
fundamento nas circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal
está devidamente fundamentada e proporcional; (ii) se houve
reformatio in pejus ao se modificar a dosimetria da pena em recurso
exclusivo da defesa.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento consolidado no
sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado como
substitutivo de recurso ou revisão criminal, salvo em casos de
flagrante ilegalidade, conforme precedentes como o HC n. 602.425/SC,
rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe de 6/4/2021.
4. No presente caso, o Tribunal a quo procedeu à reanálise das
circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, afastando a
valoração desfavorável de algumas delas, como a culpabilidade, a
personalidade e a conduta social, e mantendo outras, como os
antecedentes, as circunstâncias e as consequências do crime,
redimensionando a pena-base de 6 para 5 anos e 6 meses de reclusão.
5. A jurisprudência desta Corte reconhece que o recurso de apelação
tem efeito devolutivo amplo, o que permite à Corte revisar a
dosimetria da pena e justificar a manutenção ou redução da
reprimenda, sem que isso configure reformatio in pejus, desde que a
situação final do réu não seja agravada, como no presente caso (AgRg
no REsp n. 2.017.267/PA, rel. Min. Sebastião Reis Júnior, DJe de
28/6/2023).
6. O critério de aumento da pena-base em 1/8, adotado pelo Tribunal
a quo, é considerado proporcional e está em consonância com a
jurisprudência do STJ, conforme reiterado no AgRg no AREsp n.
2.718.060/MG, rel. Min. Joel Ilan Paciornik, DJe de 3/10/2024. O
aumento não apresenta flagrante ilegalidade ou desproporcionalidade
que justifique intervenção por meio de habeas corpus.
IV. ORDEM DE HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDA.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO
PRÓPRIO. ROUBO MAJORADO. DOSIMETRIA DA PENA. VALORAÇÃO DAS
CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS. PROPORCIONALIDADE NO AUMENTO DA PENA-BASE.
EFEITO DEVOLUTIVO PLENO DA APELAÇÃO. AUSÊNCIA DE REFORMATIO IN
PEJUS. ORDEM DE HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDA.
I. CASO EM EXAME
1. Habeas corpus impetrado como substitutivo de revisão criminal,
visando à revisão da dosimetria da pena imposta ao paciente,
condenado pelo crime de roubo majorado. Alega-se que o Tribunal a
quo adotou fração de aumento para a pena-base desproporcional e que
houve reformatio in pejus no julgamento da apelação.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há duas questões em discussão: (i) se a pena-base fixada com
fundamento nas circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal
está devidamente fundamentada e proporcional; (ii) se houve
reformatio in pejus ao se modificar a dosimetria da pena em recurso
exclusivo da defesa.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento consolidado no
sentido de que o habeas corpus não pode ser utilizado como
substitutivo de recurso ou revisão criminal, salvo em casos de
flagrante ilegalidade, conforme precedentes como o HC n. 602.425/SC,
rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, DJe de 6/4/2021.
4. No presente caso, o Tribunal a quo procedeu à reanálise das
circunstâncias judiciais do art. 59 do Código Penal, afastando a
valoração desfavorável de algumas delas, como a culpabilidade, a
personalidade e a conduta social, e mantendo outras, como os
antecedentes, as circunstâncias e as consequências do crime,
redimensionando a pena-base de 6 para 5 anos e 6 meses de reclusão.
5. A jurisprudência desta Corte reconhece que o recurso de apelação
tem efeito devolutivo amplo, o que permite à Corte revisar a
dosimetria da pena e justificar a manutenção ou redução da
reprimenda, sem que isso configure reformatio in pejus, desde que a
situação final do réu não seja agravada, como no presente caso (AgRg
no REsp n. 2.017.267/PA, rel. Min. Sebastião Reis Júnior, DJe de
28/6/2023).
6. O critério de aumento da pena-base em 1/8, adotado pelo Tribunal
a quo, é considerado proporcional e está em consonância com a
jurisprudência do STJ, conforme reiterado no AgRg no AREsp n.
2.718.060/MG, rel. Min. Joel Ilan Paciornik, DJe de 3/10/2024. O
aumento não apresenta flagrante ilegalidade ou desproporcionalidade
que justifique intervenção por meio de habeas corpus.
IV. ORDEM DE HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDA.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, não
conhecer do pedido.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel
Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra
Relatora.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.