STJ — 2733875
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: bd0bac76721759d6c9e01219aa5325899cc25136d7712023c1c889ae8f793f18
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo interno interposto contra decisão que não conheceu do
recurso especial, em razão da ausência de indicação precisa dos
vícios no acórdão recorrido e da falta de prequestionamento dos
dispositivos legais suscitados.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há três questões em discussão: (i) definir se a ausência de
indicação precisa dos vícios no acórdão recorrido impede o
conhecimento da suposta violação ao art. 1.022 do CPC/2015; (ii)
estabelecer se a falta de manifestação expressa sobre os
dispositivos legais mencionados obsta o conhecimento do recurso
especial, nos termos da Súmula 211/STJ; e (iii) determinar se a
existência de ação civil pública em trâmite justifica o
sobrestamento do presente feito, mesmo diante da extinção do
processo sem resolução do mérito por ausência de interesse de agir.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Embargos de declaração possuem caráter integrativo e
fundamentação vinculada, sendo cabíveis apenas para sanar
obscuridade, contradição, omissão ou erro material, conforme o art.
1.022 do CPC/2015, não possuindo efeito modificativo.
4. A ausência de indicação precisa, pelos agravantes, dos pontos
específicos em que o acórdão recorrido teria incorrido em omissão,
obscuridade ou contradição impede o conhecimento da alegada violação
ao art. 1.022 do CPC/2015, nos termos da Súmula 284/STF.
5. O prequestionamento exige que a questão tenha sido efetivamente
debatida pelo tribunal de origem à luz da legislação federal
apontada, com a emissão de juízo de valor sobre os dispositivos
suscitados.
6. A mera oposição de embargos de declaração não supre a necessidade
de prequestionamento, sendo aplicável a Súmula 211/STJ quando a
decisão recorrida não analisa expressamente os dispositivos legais
mencionados, inviabilizando o conhecimento do recurso especial.
7. O prequestionamento ficto, previsto no art. 1.025 do CPC/2015,
somente pode ser admitido se houver alegação e demonstração da
violação ao art. 1.022 do CPC/2015, o que não ocorreu no caso.
8. A mera possibilidade de alteração do contexto fático-jurídico por
fato superveniente oriundo de ação civil pública não constitui
fundamento suficiente para suspender o processo, podendo a parte
interessada ajuizar nova ação caso surja situação jurídica diversa.
9. O sobrestamento do feito para aguardar o desfecho incerto da ação
coletiva afronta os princípios da celeridade processual e da
eficiência jurisdicional, que orientam a razoável duração do
processo e a efetividade da prestação jurisdicional.
IV. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO
POR DANOS MORAIS. ACORDO HOMOLOGADO ENTRE AS PARTES. ALEGAÇÃO - NÃO
CONFIGURADA - DE QUE O ACORDO FOI FEITO DE FORMA COMPULSÓRIA.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO PRECISA DOS VÍCIOS.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284/STF. PREQUESTIONAMENTO NÃO CONFIGURADO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 211/STJ. SOBRESTAMENTO DO FEITO. INDEFERIMENTO.
AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo interno interposto contra decisão que não conheceu do
recurso especial, em razão da ausência de indicação precisa dos
vícios no acórdão recorrido e da falta de prequestionamento dos
dispositivos legais suscitados.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
2. Há três questões em discussão: (i) definir se a ausência de
indicação precisa dos vícios no acórdão recorrido impede o
conhecimento da suposta violação ao art. 1.022 do CPC/2015; (ii)
estabelecer se a falta de manifestação expressa sobre os
dispositivos legais mencionados obsta o conhecimento do recurso
especial, nos termos da Súmula 211/STJ; e (iii) determinar se a
existência de ação civil pública em trâmite justifica o
sobrestamento do presente feito, mesmo diante da extinção do
processo sem resolução do mérito por ausência de interesse de agir.
III. RAZÕES DE DECIDIR
3. Embargos de declaração possuem caráter integrativo e
fundamentação vinculada, sendo cabíveis apenas para sanar
obscuridade, contradição, omissão ou erro material, conforme o art.
1.022 do CPC/2015, não possuindo efeito modificativo.
4. A ausência de indicação precisa, pelos agravantes, dos pontos
específicos em que o acórdão recorrido teria incorrido em omissão,
obscuridade ou contradição impede o conhecimento da alegada violação
ao art. 1.022 do CPC/2015, nos termos da Súmula 284/STF.
5. O prequestionamento exige que a questão tenha sido efetivamente
debatida pelo tribunal de origem à luz da legislação federal
apontada, com a emissão de juízo de valor sobre os dispositivos
suscitados.
6. A mera oposição de embargos de declaração não supre a necessidade
de prequestionamento, sendo aplicável a Súmula 211/STJ quando a
decisão recorrida não analisa expressamente os dispositivos legais
mencionados, inviabilizando o conhecimento do recurso especial.
7. O prequestionamento ficto, previsto no art. 1.025 do CPC/2015,
somente pode ser admitido se houver alegação e demonstração da
violação ao art. 1.022 do CPC/2015, o que não ocorreu no caso.
8. A mera possibilidade de alteração do contexto fático-jurídico por
fato superveniente oriundo de ação civil pública não constitui
fundamento suficiente para suspender o processo, podendo a parte
interessada ajuizar nova ação caso surja situação jurídica diversa.
9. O sobrestamento do feito para aguardar o desfecho incerto da ação
coletiva afronta os princípios da celeridade processual e da
eficiência jurisdicional, que orientam a razoável duração do
processo e a efetividade da prestação jurisdicional.
IV. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da TERCEIRA TURMA do Superior
Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 11/02/2025 a 17/02/2025,
por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do
Sr. Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Nancy Andrighi, Humberto Martins, Ricardo Villas
Bôas Cueva e Moura Ribeiro votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Humberto Martins.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.