STJ — 2330714

Classe: AGRAVO EM RECURSO ESPECIALOrgao: QUINTA TURMARelator: DANIELA TEIXEIRAData Julgamento: 2024-12-03Data Publicacao: 2024-12-24

Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: a0c5e392fed593461c9ba1cff0b01527850e39e3640ca74c978ff211c44d327b

Registro público original completo (JSON)

Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ

Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.

I. Caso em exame

1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial, no qual se discute a dosimetria da pena aplicada ao recorrente. 2. O recorrente alega violação dos artigos 59 e 65, incisos I e III, alínea "d", do Código Penal, questionando a idoneidade da fundamentação utilizada para valoração negativa de circunstâncias judiciais e fração utilizada na segunda fase do processo dosimétrico.

II. Questão em discussão

3. A questão em discussão consiste em saber se a valoração negativa das circunstâncias judicaiais foi adequadamente fundamentada e se a redução da pena na segunda fase do processo dosimétrico, em patamar inferior a 1/6 para cada atenuante, está em conformidade com a jurisprudência do STJ.

III. Razões de decidir

4. A jurisprudência do STJ estabelece que o aumento ou diminuição da pena para cada agravante ou atenuante deve ser realizado em 1/6 da pena-base, salvo fundamentação concreta em sentido contrário. 6. A pena não pode ser fixada aquém do mínimo legal na segunda fase do processo de dosimetria, conforme orientação recente do STJ. 7. A revisão da dosimetria da pena em recurso especial é medida excepcional, justificada apenas em caso de flagrante ilegalidade ou teratologia, o que não se verifica no presente caso em relação à valoração negativa das circunstâncias judiciais da culpabilidade, consequências e circunstâncias do delito. IV. Dispositivo 8. Recurso parcialmente provido para redimensionar as penas aplicadas, fixando-as em 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e pagamento de 13 dias-multa.

Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.

Ementa

DIREITO PENAL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DOSIMETRIA DA PENA. 1. INSURGÊNCIA QUANTO AO CRITÉRIO DE AUMENTO NA PRIMEIRA FASE DO PROCESSO DOSIMÉTRICO. DISCRICIONARIEDADE REGRADA DO MAGISTRADO. AUMENTO QUE RESPEITOU A JURISPRDUÊNCIA DESTA CORTE SUPERIOR. UTILIZADA FRAÇÃO DE 1/8. AUMENTO RAZOÁVEL E PROPORCIONAL. INEXISTÊNCIA DE TERATOLOGIA OU FLAGRANTE ILEGALIDADE. 2. SEGUNDA FASE. UTILIZADO CRITÉRIO DIVERGENTE DO ADOTADO POR ESTA CORTE SUPERIOR. DIMINUIÇÃO DE SEIS MESES EM RAZÃO DE CADA ATENUANTE. DUAS ATENUANTES RECONHECIDAS. INEXISTÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE A JUSTIFICAR A UTILIZAÇÃO DE CRITÉRIO DISTINTO DO UTILIZADO PELA JURISPRUDÊNCIA DESTE SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, QUAL SEJA, A FRAÇÃO DE 1/6. PENA REDIMENSIONADA PARA APLICAR A REDUÇÃO DE 1/6 PARA CADA ATENUANTE. PENA DE MULTA MODIFICADA PARA GUARDAR PROPORCIONALIDADE COM A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo em recurso especial interposto contra decisão que inadmitiu o recurso especial, no qual se discute a dosimetria da pena aplicada ao recorrente. 2. O recorrente alega violação dos artigos 59 e 65, incisos I e III, alínea "d", do Código Penal, questionando a idoneidade da fundamentação utilizada para valoração negativa de circunstâncias judiciais e fração utilizada na segunda fase do processo dosimétrico. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se a valoração negativa das circunstâncias judicaiais foi adequadamente fundamentada e se a redução da pena na segunda fase do processo dosimétrico, em patamar inferior a 1/6 para cada atenuante, está em conformidade com a jurisprudência do STJ. III. Razões de decidir 4. A jurisprudência do STJ estabelece que o aumento ou diminuição da pena para cada agravante ou atenuante deve ser realizado em 1/6 da pena-base, salvo fundamentação concreta em sentido contrário. 6. A pena não pode ser fixada aquém do mínimo legal na segunda fase do processo de dosimetria, conforme orientação recente do STJ. 7. A revisão da dosimetria da pena em recurso especial é medida excepcional, justificada apenas em caso de flagrante ilegalidade ou teratologia, o que não se verifica no presente caso em relação à valoração negativa das circunstâncias judiciais da culpabilidade, consequências e circunstâncias do delito. IV. Dispositivo 8. Recurso parcialmente provido para redimensionar as penas aplicadas, fixando-as em 5 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e pagamento de 13 dias-multa.

Dispositivo transcrito

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, conhecer do agravo e dar parcial provimento ao recurso especial, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Ribeiro Dantas.

Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.