STJ — 2437870

Classe: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIALOrgao: QUINTA TURMARelator: DANIELA TEIXEIRAData Julgamento: 2025-02-26Data Publicacao: 2025-03-05

Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 11a4c370467eaae081e6931d782318208a627a19113cfc067feadb055e81fbac

Registro público original completo (JSON)

Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ

Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.

I. Caso em exame

1. Agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão que deu provimento ao agravo para restabelecer a decisão absolutória do Conselho de Sentença. 2. O Ministério Público Estadual requer a reconsideração da decisão ou o provimento de seu recurso pelo colegiado. O agravado suscitou preliminar de ilegitimidade ad causam, alegando que o Procurador Regional da República interpôs o presente recurso após o término da sua designação para atuar junto ao STJ.

II. Questão em discussão

3. A questão em discussão consiste em saber se o Procurador Regional da República tinha legitimidade para interpor o agravo regimental após o término de sua designação para exercer, em substituição, as funções de Subprocurador-Geral da República.

III. Razões de decidir

4. De acordo com o art. 47, § 1º, da Lei Complementar n. 75/1993, "As funções do Ministério Público Federal junto aos Tribunais Superiores da União, perante os quais lhe compete atuar, somente poderão ser exercidas por titular do cargo de Subprocurador-Geral da República". 5. O membro do Ministério Público que atua em segundo grau, salvo quando comprovada a delegação ou designação, não possui legitimidade para interpor recurso dirigido ao Superior Tribunal de Justiça. 6. No caso, o agravo regimental foi interposto pelo Procurador Regional da República após o término da designação para exercer, em substituição, as funções de Subprocurador-Geral da República.

IV. Dispositivo e tese

7. Agravo regimental não conhecido.

Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. MINISTÉRIO PÚBLICO DO SEGUNDO GRAU. RECURSO INTERPOSTO POR PROCURADOR REGIONAL DA REPÚBLICA APÓS O TÉRMINO DA SUA DESIGNAÇÃO PARA ATUAR NO STJ. ILEGITIMIDADE. RECURSO NÃO CONHECIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão que deu provimento ao agravo para restabelecer a decisão absolutória do Conselho de Sentença. 2. O Ministério Público Estadual requer a reconsideração da decisão ou o provimento de seu recurso pelo colegiado. O agravado suscitou preliminar de ilegitimidade ad causam, alegando que o Procurador Regional da República interpôs o presente recurso após o término da sua designação para atuar junto ao STJ. II. Questão em discussão 3. A questão em discussão consiste em saber se o Procurador Regional da República tinha legitimidade para interpor o agravo regimental após o término de sua designação para exercer, em substituição, as funções de Subprocurador-Geral da República. III. Razões de decidir 4. De acordo com o art. 47, § 1º, da Lei Complementar n. 75/1993, "As funções do Ministério Público Federal junto aos Tribunais Superiores da União, perante os quais lhe compete atuar, somente poderão ser exercidas por titular do cargo de Subprocurador-Geral da República". 5. O membro do Ministério Público que atua em segundo grau, salvo quando comprovada a delegação ou designação, não possui legitimidade para interpor recurso dirigido ao Superior Tribunal de Justiça. 6. No caso, o agravo regimental foi interposto pelo Procurador Regional da República após o término da designação para exercer, em substituição, as funções de Subprocurador-Geral da República. IV. Dispositivo e tese 7. Agravo regimental não conhecido.

Dispositivo transcrito

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, em Sessão Virtual de 20/02/2025 a 26/02/2025, por unanimidade, não conhecer do recurso, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com a Sra. Ministra Relatora. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.