O habeas corpus tem uma característica que confunde quem chega nele pela primeira vez: a exigência formal da lei é mínima, mas o que decide o resultado é a documentação que acompanha a petição. Impetrar sem as peças certas leva, na melhor das hipóteses, a uma decisão que pede informações à autoridade e adia tudo por semanas. Este roteiro descreve o que a
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão que
não conheceu do habeas corpus, no qual a agravante foi mantida
pronunciada por suposto homicídio triplamente qualificado.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber
se houve quebra de sigilo profissional pela assistente social, ao
noticiar o suposto crime à polícia.
3. A questão também envolve a análise da validade da prova obtida a
partir da notitia criminis realizada pela equipe hospitalar.
III. Razões de decidir
4. A decisão agravada foi mantida por seus
próprios fundamentos, considerando que a assistente social agiu
noticiando a suspeita de crime à polícia. No caso concreto, o
revolvimento de fatos e provas se mostrou precário.
5. Ainda, a acusada não estava na condição de interrogada no momento
da conversa com a profissional de saúde, não havendo, portanto,
sequer ofensa técnica ao direito ao silêncio.
6. O agravo regimental limitou-se a reiterar as teses do habeas
corpus, sem refutar especificamente os fundamentos da decisão
agravada, aplicando-se a Súmula n. 182 do STJ.
IV. Dispositivo e tese
7. Agravo não provido.
Tese de julgamento: "1. A notitia criminis realizada por
profissional de saúde em caso de suspeita de crime não configura
quebra de sigilo profissional em todas as hipóteses,
independentemente do caso concreto, que sempre deve ser sopesado. 2.
A ausência de condição de interrogada no momento da conversa com
profissional de saúde não caracteriza ofensa ao direito ao silêncio
no seu sentido técnico".
Dispositivos relevantes citados: Código Penal, arts. 121, § 2º, II,
III e IV; 61, II, "e" e "h"; 26, parágrafo único. Jurisprudência
relevante citada: STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 1.383.234/SP, Sexta
Turma, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, DJe de 21/3/2019; STJ,
AgRg no HC 818.001/MS, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe
de 16/8/2023.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO.
QUEBRA DE SIGILO PROFISSIONAL. DIREITO AO SILÊNCIO. AGRAVO NÃO
PROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão que
não conheceu do habeas corpus, no qual a agravante foi mantida
pronunciada por suposto homicídio triplamente qualificado.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber
se houve quebra de sigilo profissional pela assistente social, ao
noticiar o suposto crime à polícia.
3. A questão também envolve a análise da validade da prova obtida a
partir da notitia criminis realizada pela equipe hospitalar.
III. Razões de decidir
4. A decisão agravada foi mantida por seus
próprios fundamentos, considerando que a assistente social agiu
noticiando a suspeita de crime à polícia. No caso concreto, o
revolvimento de fatos e provas se mostrou precário.
5. Ainda, a acusada não estava na condição de interrogada no momento
da conversa com a profissional de saúde, não havendo, portanto,
sequer ofensa técnica ao direito ao silêncio.
6. O agravo regimental limitou-se a reiterar as teses do habeas
corpus, sem refutar especificamente os fundamentos da decisão
agravada, aplicando-se a Súmula n. 182 do STJ.
IV. Dispositivo e tese
7. Agravo não provido.
Tese de julgamento: "1. A notitia criminis realizada por
profissional de saúde em caso de suspeita de crime não configura
quebra de sigilo profissional em todas as hipóteses,
independentemente do caso concreto, que sempre deve ser sopesado. 2.
A ausência de condição de interrogada no momento da conversa com
profissional de saúde não caracteriza ofensa ao direito ao silêncio
no seu sentido técnico".
Dispositivos relevantes citados: Código Penal, arts. 121, § 2º, II,
III e IV; 61, II, "e" e "h"; 26, parágrafo único. Jurisprudência
relevante citada: STJ, AgRg nos EDcl no AREsp 1.383.234/SP, Sexta
Turma, Rel. Min. Antônio Saldanha Palheiro, DJe de 21/3/2019; STJ,
AgRg no HC 818.001/MS, Quinta Turma, Rel. Min. Ribeiro Dantas, DJe
de 16/8/2023.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da QUINTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em Sessão Virtual de 06/03/2025 a 12/03/2025, por
unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel
Ilan Paciornik e Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado
TJRS) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.