STJ — 983789

Classe: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUSOrgao: QUINTA TURMARelator: MESSOD AZULAY NETOData Julgamento: 2025-04-08Data Publicacao: 2025-04-30

Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: 88e6db447e0987a6473a433ac6b21e24f1a117f8a58941b87fae3ab3a13de951

Registro público original completo (JSON)

Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ

Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.

I. Caso em exame

1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, por ser substitutivo de recurso próprio, em conformidade com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 2. Fato relevante. O paciente foi condenado por tráfico de drogas, com base em provas obtidas a partir de busca pessoal realizada pela polícia militar, que encontrou 15 gramas de cocaína em 25 invólucros com inscrição de facção criminosa. 3. As decisões anteriores. O Tribunal de Justiça negou provimento à apelação criminal interposta pela defesa, mantendo a condenação do paciente.

II. Questão em discussão

4. A questão em discussão consiste em saber se a busca pessoal realizada sem mandado judicial, mas com fundada suspeita, é válida e se as provas obtidas podem ser utilizadas para fundamentar a condenação por tráfico de drogas. 5. A questão também envolve a análise da aplicação da minorante do tráfico privilegiado, considerando o envolvimento do agravante com atividades criminosas.

III. Razões de decidir

6. A busca pessoal foi considerada válida, pois realizada com base em fundada suspeita, conforme o art. 244 do Código de Processo Penal, não havendo nulidade das provas obtidas. 7. A minorante do tráfico privilegiado foi afastada com base em elementos concretos que indicam o envolvimento do agravante com atividades criminosas, não sendo possível desconstituir tal conclusão sem revolvimento de fatos e provas. 8. Não foi verificada ilegalidade flagrante no acórdão impugnado que justificasse a concessão da ordem de ofício.

IV. Dispositivo e tese

9. Agravo regimental não provido. Tese de julgamento: "1. A busca pessoal realizada com fundada suspeita é válida e as provas obtidas podem fundamentar a condenação. 2. A minorante do tráfico privilegiado pode ser afastada com base em elementos concretos que indiquem envolvimento com atividades criminosas". Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 244; Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4º.Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 738.224/SP, Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe 12/12/2023; STJ, AgRg no HC 985.396/SP, Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 20/3/2025.

Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.

Ementa

DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. BUSCA PESSOAL. TRÁFICO DE DROGAS. AGRAVO NÃO PROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, por ser substitutivo de recurso próprio, em conformidade com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. 2. Fato relevante. O paciente foi condenado por tráfico de drogas, com base em provas obtidas a partir de busca pessoal realizada pela polícia militar, que encontrou 15 gramas de cocaína em 25 invólucros com inscrição de facção criminosa. 3. As decisões anteriores. O Tribunal de Justiça negou provimento à apelação criminal interposta pela defesa, mantendo a condenação do paciente. II. Questão em discussão 4. A questão em discussão consiste em saber se a busca pessoal realizada sem mandado judicial, mas com fundada suspeita, é válida e se as provas obtidas podem ser utilizadas para fundamentar a condenação por tráfico de drogas. 5. A questão também envolve a análise da aplicação da minorante do tráfico privilegiado, considerando o envolvimento do agravante com atividades criminosas. III. Razões de decidir 6. A busca pessoal foi considerada válida, pois realizada com base em fundada suspeita, conforme o art. 244 do Código de Processo Penal, não havendo nulidade das provas obtidas. 7. A minorante do tráfico privilegiado foi afastada com base em elementos concretos que indicam o envolvimento do agravante com atividades criminosas, não sendo possível desconstituir tal conclusão sem revolvimento de fatos e provas. 8. Não foi verificada ilegalidade flagrante no acórdão impugnado que justificasse a concessão da ordem de ofício. IV. Dispositivo e tese 9. Agravo regimental não provido. Tese de julgamento: "1. A busca pessoal realizada com fundada suspeita é válida e as provas obtidas podem fundamentar a condenação. 2. A minorante do tráfico privilegiado pode ser afastada com base em elementos concretos que indiquem envolvimento com atividades criminosas". Dispositivos relevantes citados: CPP, art. 244; Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4º.Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 738.224/SP, Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, DJe 12/12/2023; STJ, AgRg no HC 985.396/SP, Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 20/3/2025.

Dispositivo transcrito

Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental. Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik e Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado TJRS) votaram com o Sr. Ministro Relator. Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.

Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.