STJ — 978707
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: d1d2dc030e3857b6cf194af6ca7c1dadadad16e904d6eee7ffe9e8159687ec9f
Registro público original completo (JSON)
Ementa
AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 212
DO CPP. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NULIDADE DA CONDENAÇÃO. NÃO
OCORRÊNCIA. RECONHECIMENTO PESSOAL REALIZADO CONFORME DITAMES DO
ART. 226 DO CPP E EXISTÊNCIA DE OUTROS ELEMENTOS PROBATÓRIOS.
RECONHECIMENTO DE CRIME ÚNICO. IMPOSSIBILIDADE. ATINGIMENTO DE
PATRIMÔNIOS DIVERSOS MEDIANTE UMA CONDUTA QUE SE CARACTERIZA COMO
CRIME FORMAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO.
1. É inviável a análise quanto à suposta inobservância do art. 212
do CPP, uma vez que a Corte de origem não analisou a controvérsia,
impedindo este Tribunal de fazê-lo, sob pena de indevida supressão
de instância. Precedente.
2. No caso dos autos, inexiste nulidade da condenação por suposto
vício do reconhecimento pessoal realizado que, ao contrário do
afirmado pela defesa, observou os ditames do art. 226 do CPP, além
da existência de outros elementos probatórios que robustecem a
higidez da condenação, como a existência de filmagens e depoimentos
prestados pelas vítimas que, ainda, teriam reconhecido os acusados,
sem nenhuma dúvida, em ambas as etapas do procedimento. Precedentes.
3. É descabida a alegação de ocorrência de crime único, pois cediço
o entendimento no âmbito deste Tribunal no sentido de que a prática
de uma única conduta na qual são atingidos diversos patrimônios
configura concurso formal.
4. Agravo regimental desprovido.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Joel
Ilan Paciornik e Messod Azulay Neto votaram com o Sr. Ministro
Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Messod Azulay Neto.