STJ — 2803007
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Ementa
DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PROVAS
SUFICIENTES. AGRAVO DESPROVIDO.
I. Caso em exame
1. Agravo regimental interposto contra decisão que
conheceu do agravo para conhecer em parte do recurso especial e
negar-lhe provimento, com base na Súmula n. 568 do STJ. O agravante
sustenta a ausência de provas suficientes para a condenação e a
atipicidade da conduta.
II. Questão em discussão
2. A questão em discussão consiste em saber
se a condenação por estupro de vulnerável pode ser mantida com base
nos depoimentos da vítima e das testemunhas, corroborados por provas
colhidas em juízo, e se há necessidade de reexame de provas para a
absolvição.
III. Razões de decidir
3. A palavra da vítima, corroborada por
depoimentos de testemunhas e provas colhidas em juízo, é suficiente
para a condenação em crimes sexuais, conforme entendimento pacífico
do STJ.
4. A alegação de atipicidade da conduta e a necessidade de reexame
de provas para a absolvição são inviáveis em sede de recurso
especial, conforme a Súmula n. 7 do STJ.
5. A jurisprudência do STJ permite a utilização de provas colhidas
na fase inquisitiva, desde que corroboradas por outras provas
colhidas em juízo, não havendo ofensa ao art. 155 do CPP.
IV. Dispositivo e tese
6. Agravo desprovido.
Tese de julgamento: "1. A palavra da vítima em crimes sexuais
possui especial relevância quando corroborada por outras provas. 2.
O reexame de provas é inviável em recurso especial, conforme a
Súmula 7 do STJ. 3. Provas colhidas na fase inquisitiva podem
embasar condenação se corroboradas por provas judiciais."
Dispositivos relevantes citados: CP, art. 217-A; CPP, art. 155;
CPP, art. 386, II. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg nos
EDcl nos EDcl nos EDcl no HC 783.934/PE, Rel. Min. Ribeiro Dantas,
Quinta Turma, DJe 25/5/2023; STJ, AgRg no AREsp 1.695.504/DF, Rel.
Min. Jesuíno Rissato, Quinta Turma, DJe 17/10/2022.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da Turma, por unanimidade, negar
provimento ao agravo regimental.
Os Srs. Ministros Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas, Messod
Azulay Neto e Carlos Cini Marchionatti (Desembargador Convocado
TJRS) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca.