STJ — 916774
Proveniência: STJ — acórdãos públicos. SHA-256 da fonte preservada: df6bdee48087373a11023c9fc990e03f3d4b3e64e98e73403f276a71f3192ac1
Registro público original completo (JSON)
Quadro documental do acórdão — seções literais do STJ
Transcrição dos títulos e fundamentos expressamente delimitados na ementa oficial, sem síntese ou tese criada por IA.
I. Caso em exame
1. Habeas corpus impetrado em favor de paciente
condenado por embriaguez ao volante, com pedido de extinção da
punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva na modalidade
retroativa.
2. O paciente foi condenado à pena de 6 meses de detenção,
substituída por pena restritiva de direitos, e ao pagamento de 10
dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 306, § 1º, II, da
Lei n. 9.503/1997.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em
definir quando o prazo prescricional voltou a correr: se após o
término do período de prova da suspensão condicional ou após a
decisão judicial que revogou o benefício.
III. Razões de decidir
4. O Superior Tribunal de Justiça firmou
entendimento de que a contagem do prazo prescricional só pode ser
retomada por decisão judicial que revoga a suspensão condicional do
processo.
5. No caso concreto, o prazo prescricional voltou a correr em
26/10/2021, data da decisão que revogou a suspensão condicional do
processo, e não houve transcurso do prazo prescricional de 3 anos
entre os marcos interruptivos.
6. Não há constrangimento ilegal a ser reparado, pois o prazo
prescricional não foi implementado.
IV. Dispositivo e tese
7. Ordem denegada.
Tese de julgamento: "1. A contagem do prazo prescricional suspenso
pela suspensão condicional do processo só pode ser retomada por
decisão judicial que revoga o benefício. 2. A prescrição não se
implementa se o prazo entre os marcos interruptivos não for
completado."
Dispositivos relevantes citados: Código Penal, art. 109, VI; Lei n.
9.099/95, art. 89, § 6º.Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg
no HC n. 632.230/MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta
Turma, DJe 4/2/2021; e STJ, AgRg no HC n. 816.197/SP, de minha
relatoria, Sexta Turma, julgado em 12/6/2023, DJe de 16/6/2023.
Inteiro teor do voto não fornecido no registro original; ementa e dispositivo são preservados integralmente abaixo.
Ementa
DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. CRIME DE EMBRIAGUEZ AO VOLANTE.
PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO.
TÉRMINO DO PERÍODO DE PROVA. DECISÃO JUDICIAL. ORDEM DENEGADA.
I. Caso em exame
1. Habeas corpus impetrado em favor de paciente
condenado por embriaguez ao volante, com pedido de extinção da
punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva na modalidade
retroativa.
2. O paciente foi condenado à pena de 6 meses de detenção,
substituída por pena restritiva de direitos, e ao pagamento de 10
dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 306, § 1º, II, da
Lei n. 9.503/1997.
II. Questão em discussão
3. A questão em discussão consiste em
definir quando o prazo prescricional voltou a correr: se após o
término do período de prova da suspensão condicional ou após a
decisão judicial que revogou o benefício.
III. Razões de decidir
4. O Superior Tribunal de Justiça firmou
entendimento de que a contagem do prazo prescricional só pode ser
retomada por decisão judicial que revoga a suspensão condicional do
processo.
5. No caso concreto, o prazo prescricional voltou a correr em
26/10/2021, data da decisão que revogou a suspensão condicional do
processo, e não houve transcurso do prazo prescricional de 3 anos
entre os marcos interruptivos.
6. Não há constrangimento ilegal a ser reparado, pois o prazo
prescricional não foi implementado.
IV. Dispositivo e tese
7. Ordem denegada.
Tese de julgamento: "1. A contagem do prazo prescricional suspenso
pela suspensão condicional do processo só pode ser retomada por
decisão judicial que revoga o benefício. 2. A prescrição não se
implementa se o prazo entre os marcos interruptivos não for
completado."
Dispositivos relevantes citados: Código Penal, art. 109, VI; Lei n.
9.099/95, art. 89, § 6º.Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg
no HC n. 632.230/MS, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta
Turma, DJe 4/2/2021; e STJ, AgRg no HC n. 816.197/SP, de minha
relatoria, Sexta Turma, julgado em 12/6/2023, DJe de 16/6/2023.
Dispositivo transcrito
Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima
indicadas, acordam os Ministros da SEXTA TURMA do Superior Tribunal
de Justiça, em Sessão Virtual de 08/04/2025 a 14/04/2025, por
unanimidade, denegar o habeas corpus, nos termos do voto do Sr.
Ministro Relator.
Os Srs. Ministros Og Fernandes, Rogerio Schietti Cruz, Antonio
Saldanha Palheiro e Otávio de Almeida Toledo (Desembargador
Convocado do TJSP) votaram com o Sr. Ministro Relator.
Presidiu o julgamento o Sr. Ministro Sebastião Reis Júnior.
Recortes literais da ementa, dispositivo e referências do STJ. Não substituem o voto ou inteiro teor ausente, nem constituem tese autoral.